
Ministra da Cultura erra letra do Hino Nacional e gera revolta nas redes
Margareth Menezes, cantora profissional, se confunde durante evento de inauguração de obras da educação
A ministra da Cultura, Margareth Menezes, protagonizou um momento constrangedor na última segunda-feira (30), ao errar a letra do Hino Nacional Brasileiro durante a cerimônia de inauguração de mais de 100 obras da educação.
Apesar de ser cantora profissional e conhecida por sua carreira no Carnaval, Margareth se confundiu na segunda estrofe do hino:
“Brasil, de amor eterno seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado.”
Em vez de seguir, ela repetiu a primeira parte antes de perceber o erro, fazer uma breve pausa e tentar se corrigir. O episódio rapidamente se tornou alvo de críticas nas redes sociais.
Repercussão nas redes: indignação e críticas
Usuários do X não perdoaram o deslize da ministra:
- “Além de ministra, Margareth Menezes é cantora. Tinha obrigação de saber o hino! Devia pedir desculpas públicas!”, escreveu @AramisBarros2.
- “Margareth Menezes conseguiu destruir nosso hino nacional. Não sabe a letra e a voz é péssima”, comentou @Osmarcampos29.
- “A Ministra da Cultura Margareth Menezes não sabe cantar o hino brasileiro. ‘Ai que burra, dá zero pra ela’. Pode isso, Arnaldo?”, ironizou @albertoiannuzz6.
O episódio gerou questionamentos sobre a preparação de membros do governo para eventos oficiais, especialmente quando se trata de símbolos nacionais.
Ministra responde: defesa da trajetória artística
Em resposta às críticas, Margareth Menezes destacou sua trajetória:
“Peço respeito à minha história. O bloco Os Mascarados nunca recebeu um centavo da Lei Rouanet. Sou uma mulher negra que construiu sua própria trajetória no Carnaval, prestes a completar 40 anos de carreira. Não vão criminalizar o que eu mais amo na vida: cantar. Sigo à risca todas as orientações da Comissão de Ética da Presidência da República e seguirei assim”, declarou a ministra nas redes sociais.
Polêmica sobre recursos públicos
No início do ano, o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) pediu investigação sobre a participação de Margareth no bloco Os Mascarados, organizado pela empresa Pau Viola Cultura e Entretenimento.
A empresa conseguiu aprovação de oito projetos via Lei Rouanet durante a gestão de Margareth no Ministério da Cultura. Para a apresentação do bloco, a ministra teria recebido R$ 290 mil — valor que incluiu músicos, produção, transporte e figurino. Embora não tenha recebido recursos diretamente, o episódio levanta suspeitas sobre possíveis favorecimentos a empresas ligadas ao seu ministério.