Moraes amplia por 60 dias investigação sobre plano de atentado contra Lula, Alckmin e o próprio STF

Moraes amplia por 60 dias investigação sobre plano de atentado contra Lula, Alckmin e o próprio STF

Inquérito apura envolvimento de militares e agentes de segurança em suposta conspiração para assassinar lideranças do Executivo e do Judiciário após eleições de 2022

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu estender por mais dois meses o inquérito que investiga um plano chocante e audacioso: a suposta conspiração para assassinar o presidente Lula, o vice Geraldo Alckmin e o próprio Moraes. A investigação, conduzida pela Polícia Federal, aponta que o esquema envolvia militares das Forças Especiais do Exército — os chamados “kids pretos” — com o objetivo de impedir a posse do governo eleito em 2022.

A decisão de prorrogar o inquérito foi tomada nesta sexta-feira (4/7), após solicitação da PF. Segundo Moraes, ainda há diligências pendentes que justificam a continuidade das apurações. A extensão segue o artigo 230-C do regimento interno do STF.

De acordo com as investigações, entre novembro e dezembro de 2022, o grupo articulava um plano de vigilância e ataque direto às autoridades. Em novembro de 2024, cinco suspeitos foram presos preventivamente: os militares Hélio Ferreira Lima, Rafael Martins de Oliveira, Rodrigo Bezerra Azevedo, o general da reserva Mário Fernandes e o agente da Polícia Federal Wladimir Matos Soares.

A gravidade da trama se aprofundou quando a PF obteve áudios que indicam que Wladimir Soares teria vazado informações sobre a segurança do então presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva.

Todos os cinco envolvidos já foram denunciados pela Procuradoria-Geral da República e respondem a processos em andamento no próprio Supremo. A apuração segue sob sigilo, mas o caso revela os perigos que cercaram a transição de poder no Brasil e os bastidores de uma possível tentativa de golpe.

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