Moraes autoriza entrada de técnico da Claro para reparar internet na residência de Bolsonaro durante prisão domiciliar

Moraes autoriza entrada de técnico da Claro para reparar internet na residência de Bolsonaro durante prisão domiciliar

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a entrada de um técnico da empresa Claro na residência onde o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cumpre prisão domiciliar, em Brasília, para realizar reparos no serviço de internet do imóvel.

A decisão foi tomada após um pedido apresentado pela defesa do ex-presidente, que alegou que o problema na conexão não poderia ser solucionado de forma remota e exigia a presença de um profissional especializado no local.

Na decisão, Moraes autorizou expressamente o acesso do funcionário da operadora de telecomunicações para executar o serviço técnico necessário.

“Autorizo o ingresso de funcionário da empresa Claro no domicílio do apenado Jair Bolsonaro para realização de reparos no serviço de internet residencial”, afirmou o ministro na determinação.

Regras para entrada do técnico foram estabelecidas pelo STF

Apesar da autorização, Alexandre de Moraes determinou uma série de medidas de controle para garantir a fiscalização durante a visita.

O técnico deverá ser identificado previamente e a defesa ou os responsáveis pela residência deverão informar ao Supremo, com antecedência mínima de 48 horas, os seguintes dados:

  • data da visita;
  • horário previsto para entrada;
  • identificação do profissional enviado pela empresa.

Além disso, o funcionário autorizado deverá passar por vistoria antes de acessar o imóvel.

O ministro determinou ainda que qualquer aparelho eletrônico que não esteja relacionado diretamente ao trabalho técnico — como celulares, tablets ou outros dispositivos — deverá permanecer sob custódia dos agentes responsáveis pela segurança da residência durante o atendimento.

A medida tem como objetivo evitar que a entrada de pessoas autorizadas para serviços específicos seja utilizada para outros fins não previstos na decisão judicial.

Defesa alegou necessidade de manutenção presencial

O pedido da defesa de Bolsonaro argumentou que a falha no serviço de internet prejudicava o funcionamento normal da residência e que o reparo dependia da presença física de um profissional da operadora.

Os advogados solicitaram uma autorização excepcional, considerando as restrições impostas ao ex-presidente pelo regime de prisão domiciliar.

A decisão de Moraes manteve, entretanto, os protocolos de segurança já estabelecidos para qualquer acesso externo ao imóvel.

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar com restrições

Jair Bolsonaro está submetido a medidas determinadas pelo Supremo Tribunal Federal, que incluem limitações de circulação e regras específicas para contatos externos.

Desde a imposição da prisão domiciliar, pedidos relacionados à rotina da residência passaram a depender de autorização judicial, incluindo serviços de manutenção.

Recentemente, o ministro Alexandre de Moraes também analisou solicitações relacionadas a outros serviços no imóvel, como manutenção de equipamentos da casa.

Relação entre Moraes e Bolsonaro permanece no centro das decisões judiciais

A decisão ocorre em meio a um período de intensa disputa política e jurídica envolvendo o ex-presidente, seus aliados e o Supremo Tribunal Federal.

Alexandre de Moraes, que conduz processos envolvendo Bolsonaro e seus aliados, tem sido alvo frequente de críticas de setores ligados ao ex-presidente, enquanto o ministro afirma atuar dentro das competências constitucionais do STF.

A autorização para o reparo da internet representa mais uma decisão administrativa dentro do cumprimento das medidas judiciais impostas ao ex-presidente, conciliando a necessidade de manutenção da residência com as regras de segurança estabelecidas pela Corte.

Compartilhe nas suas redes sociais
Categorias
Tags