Moraes libera visita de Michelle a Bolsonaro, mas impõe vigilância inédita até sobre a comida

Moraes libera visita de Michelle a Bolsonaro, mas impõe vigilância inédita até sobre a comida

Autorização para Michelle e a filha Laura visitar o ex-presidente vem acompanhada de uma fiscalização da Polícia Federal até na alimentação — ação que expõe o clima de hostilidade e exagero que cerca o caso.

A nova decisão do ministro Alexandre de Moraes voltou a chamar atenção pela dose de rigidez aplicada ao ex-presidente Jair Bolsonaro e à sua família. Embora tenha autorizado Michelle Bolsonaro e a filha Laura a visitarem o ex-presidente nesta quinta-feira, 4, Moraes impôs uma condição inusitada: a Polícia Federal deverá fiscalizar a comida que será levada a ele.

É mais um capítulo da longa novela judicial que, para muitos, já ultrapassa os limites do razoável. O clima é de vigilância total, como se até uma refeição caseira oferecesse risco à República.

Enquanto Michelle apenas tenta exercer o básico — visitar o marido — a decisão transforma um ato simples em um procedimento policialesco, reforçando a sensação de perseguição que seus apoiadores apontam diariamente.

A autorização também se estende à filha Laura, que acompanhará a mãe na visita. Porém, a concessão vem empacotada em mais um conjunto de restrições, como se cada gesto da família Bolsonaro precisasse passar por um nível de controle que não se vê aplicado a outros investigados.

Para muitos, a medida carrega um peso simbólico preocupante: o judiciário interferindo até no que entra pela porta da cela, num gesto que soa mais político do que jurídico. Um exagero que apenas alimenta ainda mais o clima de polarização e indignação no país.

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