
Moraes mantém prisão de general ligado a plano contra Lula e reforça combate ao golpe
General Mário Fernandes segue detido desde novembro de 2024 por envolvimento em organização que planejou atentado contra Lula e ministros do STF
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, negou o pedido de soltura e decidiu manter preso o general da reserva Mário Fernandes, que é apontado como integrante do grupo conhecido como “kids pretos”. Fernandes está detido desde novembro do ano passado, acusado de participar de um esquema que tramava um golpe contra o governo eleito.
Moraes ressaltou que a prisão do militar é resultado da sua atuação em um “contexto criminoso”, onde ele teria usado sua posição de alta patente para estimular e apoiar outros núcleos envolvidos no plano golpista, endossando ações destinadas à tentativa de derrubar a democracia.
Durante o governo Jair Bolsonaro, Fernandes ocupou cargo na Secretaria-Geral da Presidência. Atualmente, ele é réu em ação penal que corre no STF relacionada a essa trama. A Procuradoria-Geral da República (PGR) acusa o general de integrar um grupo que planejou o assassinato do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva e do próprio ministro Alexandre de Moraes, em um plano batizado de “Punhal Verde e Amarelo”, elaborado dentro do Palácio do Planalto, segundo investigações da Polícia Federal.
Além do general, outros envolvidos no chamado “núcleo 2” da denúncia são figuras ligadas ao governo Bolsonaro, como o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques, e o ex-assessor especial Filipe Martins. Os depoimentos de testemunhas de acusação e defesa devem ocorrer no STF entre os dias 14 e 21 de julho, conduzidos por juízes auxiliares do gabinete de Moraes, por videoconferência.
Importante destacar que, embora inicialmente chamados para depor, Carlos e Eduardo Bolsonaro não participarão das audiências. Ambos são investigados em inquéritos relacionados às tentativas de golpe, e Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos alegando perseguição política.
A decisão de Moraes reafirma o compromisso da Justiça em combater ameaças ao Estado Democrático de Direito e impede que envolvidos na tentativa de subversão do país fiquem em liberdade enquanto as investigações seguem seu curso.