Moraes perde a paciência e dá bronca em advogado por pedido considerado absurdo

Moraes perde a paciência e dá bronca em advogado por pedido considerado absurdo

Defesa tentou incluir Luiz Fux no julgamento da trama golpista, ignorando regras básicas do STF — e ouviu poucas e boas do relato

O clima já era tenso na Primeira Turma do STF quando o advogado Marcus Vinícius Figueiredo, representante de Mário Fernandes, decidiu fazer um pedido que parecia saído de outro planeta: queria que o ministro Luiz Fux participasse do julgamento do núcleo 2 da trama golpista.

Não deu outra. Alexandre de Moraes, relator do caso e visivelmente irritado, cortou o advogado na hora.

“Não tem a mínima pertinência. Chega a ser absurdo pedir que um ministro da Segunda Turma participe de um julgamento da Primeira.”

Moraes ainda fez questão de lembrar o básico: cada uma das turmas do STF tem cinco ministros; com três presentes, o julgamento já pode acontecer; e, principalmente, nenhum ministro pode integrar duas turmas ao mesmo tempo. Segundo ele, algo tão elementar que surpreende ter sido questionado.

O recado continuou firme: Fux pediu transferência para a Segunda Turma há meses, e desde então a Primeira já analisou 672 casos sem qualquer contestaç⁠ão.
Com ironia afiada, Moraes ainda alfinetou:

“Talvez por falta de costume dos advogados em atuar no STF.”

A tentativa de adiar o julgamento caiu por terra por “impossibilidade jurídica”. E não foi a primeira vez: a defesa de Filipe Martins já havia tentado a mesma manobra — também sem sucesso.

O encontro explosivo desta terça ocorre enquanto o Supremo decide o futuro do núcleo 2, grupo acusado pela PGR de ajudar na engrenagem que buscava manter Jair Bolsonaro no poder, incluindo articulações radicais atribuídas ao general da reserva Mário Fernandes.

Compartilhe nas suas redes sociais
Categorias