Moraes prorroga investigação contra Monark por descumprimento de decisões judiciais

Moraes prorroga investigação contra Monark por descumprimento de decisões judiciais

Polícia Federal ganha mais 60 dias para concluir apuração sobre atuação do influenciador nas redes

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a prorrogação por mais 60 dias do inquérito que investiga o influenciador Bruno Aiub, conhecido como Monark. A decisão atende a um pedido da Polícia Federal, que afirmou precisar de mais tempo para concluir as investigações.

Motivo da prorrogação

De acordo com a Polícia Federal, ainda há diligências pendentes consideradas essenciais para finalizar a apuração. O inquérito investiga o suposto descumprimento reiterado de decisões judiciais por parte do influenciador, especialmente relacionadas à sua atuação em plataformas digitais.

Monark é acusado de tentar contornar bloqueios determinados pela Justiça, mantendo perfis ativos e divulgando conteúdos mesmo após ordens para suspensão de suas atividades em redes sociais.

Acusações e contexto

As investigações têm origem em decisões do STF que determinaram o bloqueio de contas associadas ao influenciador, no contexto de apurações ligadas aos atos de Ataques de 8 de janeiro de 2023. Segundo o tribunal, alguns conteúdos publicados teriam incentivado ou disseminado desinformação sobre instituições democráticas.

Relatórios técnicos também indicam que Monark teria utilizado diferentes plataformas — como redes alternativas e serviços de streaming — para continuar divulgando conteúdos e monetizando suas produções, mesmo após as restrições impostas.

Novos elementos no processo

Na decisão, Alexandre de Moraes cita a existência de novos perfis ativos vinculados ao influenciador em diversas plataformas, o que, segundo o ministro, reforça indícios de descumprimento das ordens judiciais.

Há ainda registros de que o investigado teria explorado brechas em sistemas de moderação para manter conteúdos no ar, ampliando o alcance de suas publicações.

Próximos passos

Com a prorrogação, a Polícia Federal terá mais dois meses para aprofundar as investigações e reunir elementos que possam embasar a conclusão do caso.

Ao final desse período, o material será encaminhado ao STF, que decidirá sobre possíveis desdobramentos, incluindo eventual responsabilização do influenciador.

O caso segue sob análise e mantém o debate sobre os limites entre liberdade de expressão, cumprimento de decisões judiciais e atuação das plataformas digitais no Brasil.

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