Tarcísio critica omissão do Brasil e cobra postura pragmática após queda de Maduro

Tarcísio critica omissão do Brasil e cobra postura pragmática após queda de Maduro

Governador afirma que país perdeu chance de liderar transição democrática na Venezuela e defende reconhecimento rápido do novo governo

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que o Brasil falhou em liderar uma transição democrática na Venezuela, abrindo espaço para que os Estados Unidos atuassem diretamente na captura de Nicolás Maduro no último sábado (3). Segundo ele, o governo brasileiro deveria ter exercido influência para conduzir o país vizinho a uma saída menos traumática, mas optou por tratar Maduro como um “companheiro” em vez de reconhecer sua condição de ditador.

Em entrevista, Tarcísio destacou que a omissão de Brasília contribuiu para a intervenção americana. “A ação dos EUA pode ser questionada pelos meios utilizados, mas ocorreu porque os países vizinhos não assumiram papel de liderança. A Venezuela precisava de um processo de transição que nunca aconteceu”, afirmou.

O governador reforçou que, após a queda de Maduro, é papel do Brasil agir com pragmatismo e reconhecer rapidamente o novo governo legítimo, promovendo estabilidade política e ajudando o país a se reconstruir. “Esperamos que haja um governo democrático e que o Brasil se posicione de forma prática e responsável nesse momento”, acrescentou.

Tarcísio também criticou a postura do governo Lula em relação ao ditador venezuelano. “O tratamento dado a Maduro sempre foi de companheiro, nunca de ditador. Essa visão equivocada retardou a possibilidade de uma transição democrática e agravou a crise no país”, disse.

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