
Nunes Marques reúne campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro após disputa judicial por canal de WhatsApp
Presidente do TSE convocou representantes jurídicos dos dois candidatos para discutir a controvérsia envolvendo o canal “Exército do Lula”, administrado por André Janones, em meio a decisões divergentes e acusações de favorecimento na reta final da eleição.
O ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), marcou para esta terça-feira, 13 de outubro de 2026, uma reunião com representantes jurídicos das campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). O encontro ocorre após uma sequência de decisões judiciais envolvendo o canal “Exército do Lula”, no WhatsApp, que se tornou um dos principais pontos de conflito entre as duas candidaturas. <Cite refs={[“turn141696search1″,”turn141696search2”]}/>
O canal, administrado pelo deputado federal André Janones, reúne milhões de seguidores e divulga conteúdos favoráveis à campanha petista. A equipe de Flávio questionou sua utilização e pediu providências à Justiça Eleitoral, alegando a divulgação de informações falsas. A campanha de Lula, por sua vez, criticou as decisões que restringiram o funcionamento da ferramenta.
A controvérsia ganhou dimensão institucional quando Nunes Marques determinou a suspensão do canal e, horas depois, o corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, reverteu a medida, argumentando que o caso já estava sob sua análise em processo judicial próprio. <Cite refs={[“turn141696search9″,”turn141696search1”]}/>
Na terça-feira, Nunes Marques voltou a determinar a suspensão, condicionando a retomada do canal ao registro formal do endereço eletrônico perante a Justiça Eleitoral. A campanha de Lula informou que providenciaria o registro exigido. <Cite refs={[“turn141696search3″,”turn141696search11”]}/>
A reunião entre as equipes busca tratar dos conflitos e da prevenção à desinformação durante o segundo turno, marcado para 25 de outubro. O episódio também reacendeu o debate sobre os limites da atuação judicial, a igualdade de tratamento entre candidaturas e o uso de canais digitais na propaganda eleitoral.
As decisões e as críticas das campanhas não constituem, por si só, prova de favorecimento deliberado ou de irregularidade eleitoral. O caso envolve questões processuais e regras de comunicação política que ainda precisam ser avaliadas pelas instâncias competentes.
A disputa evidencia o papel central da Justiça Eleitoral na fiscalização da propaganda digital e a necessidade de decisões fundamentadas, procedimentos claros e tratamento isonômico para as duas candidaturas.