O Escândalo que Insulta Aposentados: Empresa de Secretário do PT Recebeu Milhões de Esquema que Roubou Beneficiários do INSS

O Escândalo que Insulta Aposentados: Empresa de Secretário do PT Recebeu Milhões de Esquema que Roubou Beneficiários do INSS

R$ 11,1 milhões em repasses, zero transparência e um rastro de vítimas: o país assiste, indignado, a mais um capítulo vergonhoso de desvios contra quem mais precisa.

O que já era revoltante ganhou contornos ainda mais escandalosos. A Datacore Informática — empresa ligada a Ricardo Bimbo Troccoli, secretário nacional de Ciência e Tecnologia da Informação do PT — recebeu nada menos que R$ 11,1 milhões de intermediárias envolvidas em fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS.
Sim: milhões fluíram para uma empresa de um dirigente de partido enquanto idosos eram espoliados silenciosamente.

Repasses suspeitos vieram de associações como Universo, APDAP/Acolher e Asbrapi, que, juntas, sugaram R$ 493 milhões de beneficiários em menos de três anos. Valores que, em vez de ajudar quem dedicou uma vida inteira ao trabalho, acabaram abastecendo uma engrenagem que agora se revela cada vez mais podre.

A denúncia, revelada pelo “Metrópoles” e confirmada, traz documentos do Coaf e da Receita Federal encaminhados à CPMI do INSS — a comissão que tenta desvendar o rombo colossal deixado por essas entidades.

Até agora, o PT Nacional mantém silêncio absoluto diante da revelação. Um silêncio que pesa como cumplicidade.

Um esquema que escorre milhões enquanto vítimas morrem

Segundo o Coaf, a Datacore foi a terceira empresa que mais recebeu dinheiro da ADS — uma das principais operadoras do esquema. Só dessa intermediária foram R$ 8,3 milhões, somados a transferências diretas para a conta pessoal de Bimbo, que recebeu mais R$ 320 mil.

Outras empresas ligadas ao intermediador José Luis Santos Jesus enviaram mais R$ 1,4 milhão à Datacore. Tudo isso enquanto, ironicamente, a empresa declarava ter ainda R$ 6,7 milhões a receber das mesmas fontes suspeitas.

E o mais absurdo:
nas demonstrações financeiras da Datacore, não há registro de funcionários, salários, estrutura real ou sequer sede compatível com tamanha movimentação financeira. Um “aluguel” de R$ 333 por mês em plena Faria Lima expõe o tamanho da farsa.

A Polícia Federal aponta as empresas como parte de uma rede que atuava como intermediadora para repassar valores desviados de aposentados. Um emaranhado tão absurdo que chega ao ponto de uma das empresas envolvidas estar ligada a uma pessoa que recebe R$ 300 de Bolsa Família.

Enquanto isso, dados do INSS revelam algo devastador:
mais de 800 mil vítimas dos descontos ilegais morreram antes de conhecer a verdade.

A principal operadora e o rastro de destruição

A ADS Soluções e Marketing, criada em 2023, recebia milhões das associações suspeitas e repassava parte do dinheiro para a empresa do secretário petista. Entre 2023 e 2024, ela movimentou R$ 116 milhões, quase tudo vindo das associações fraudulentas.

A ADS foi desativada em 2025 — convenientemente depois de encher seus cofres e antes das investigações avançarem.

As três associações envolvidas — Universo, APDAP/Acolher e Asbrapi — receberam juntas R$ 493 milhões descontados diretamente da folha de aposentados. Assinaram acordos com o INSS entre 2022 e 2023 e se valeram desse acesso oficial para intensificar os descontos indevidos.

Uma afronta ao povo: reclamações ignoradas e governo tentando remendar o caos

Em setembro, a Dataprev revelou que:

  • 299.536 pessoas pediram ressarcimento;
  • 507 mil reclamações foram registradas;
  • 824.736 pessoas tiveram descontos indevidos aplicados;
  • O governo já devolveu R$ 190 milhões, menos da metade do total roubado.

Nenhuma associação respondeu a um único pedido de esclarecimento das vítimas.

O estrago é gigantesco — e a impunidade, ainda maior.

Conclusão: uma ferida aberta no coração do Brasil

Um esquema que sangrou aposentados, alimentou empresas sem estrutura e despejou milhões numa companhia ligada a um dirigente partidário. Tudo isso enquanto milhares de idosos, muitos já falecidos, lutavam com descontos inexplicáveis em seus benefícios.

Este caso é uma vergonha nacional.
Um escárnio.
Um tapa no rosto de quem trabalhou a vida inteira e, ao fim, foi tratado como fonte de renda para atravessadores e operadores políticos.

E, diante disso, o silêncio dos responsáveis ecoa mais alto que qualquer justificativa.

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