O Fim se Aproxima: EUA já planejam o “dia depois” da queda de Maduro

O Fim se Aproxima: EUA já planejam o “dia depois” da queda de Maduro

Governo Trump avalia cenários de transição enquanto o ditador se esconde, reforça a segurança e tenta atrasar o inevitável

O governo Trump já trabalha abertamente com a possibilidade de um pós-Maduro, segundo documentos revelados pelo Washington Post. Mesmo cinco meses após o aumento militar americano no Caribe, a sensação em Washington é clara: o regime chavista balança — e o ditador sabe disso.

Os documentos obtidos pelo jornal mostram que a Casa Branca discute, em detalhes, como seria a transição na Venezuela caso o regime desmorone. Há desde análises sobre a lealdade dos militares até planos elaborados pela oposição para um governo provisório que poderia convocar eleições em até um ano.

🔥 Maduro sente o cerco apertar

Enquanto isso, dentro do palácio em Caracas, Maduro age como quem vive o próprio fim político: reforçou a segurança pessoal, cancelou viagens e quase não aparece em público. Pessoas com acesso ao alto escalão afirmam que ele teme uma ação direta dos EUA — seja contra instalações estratégicas, seja contra ele próprio.

Mesmo assim, Maduro acredita que seu núcleo interno ainda o sustenta. Mas a avaliação da oposição diz o contrário: estudos internos classificam como “irrecuperáveis” apenas 20% dos oficiais, indicando que a maioria poderia aderir a um governo de transição.

🗳️ O plano da oposição para o dia zero

De acordo com o Post, a oposição desenha os primeiros passos de um possível “dia zero”:

  • estabilização imediata do país,
  • retomada do controle das Forças Armadas,
  • e eleições em até 12 meses.

A principal dúvida, no entanto, continua sendo o que convenceria Maduro a simplesmente ir embora. Exílio? Anistia? Garantias de segurança? Nada disso parece tentador para ele — especialmente porque a história mostra que ditadores latino-americanos em fuga raramente têm um destino tranquilo.

🇨🇺🇷🇺 Cuba e Rússia atrapalham qualquer saída

O cenário ainda é complicando pela presença de Cuba e Rússia, que continuam apoiando Maduro. Analistas dizem que Havana, dependente do petróleo venezuelano, seria uma das maiores derrotadas com a queda do regime — e por isso faz de tudo para mantê-lo respirando por aparelhos. Moscou também mantém interesses estratégicos no país.

📞 Conversas discretas — mas o relógio está correndo

O Post revelou ainda que Trump e Maduro tiveram uma conversa telefônica no mês passado. O tom foi cordial, mas Trump deixou clara a sua vontade: ver Maduro fora do poder. Nada de ultimatos, apenas o aviso de que o tempo está se esgotando.

Enquanto isso, intermediários tentam abrir caminhos. Entre eles, o empresário Joesley Batista, que esteve com Maduro em Caracas em 23 de novembro para sondar possíveis rotas de diálogo com Washington, segundo o Financial Times.

📉 O ditador se segura — mas o mundo já fala em “o que vem depois”

No fim das contas, o que esses documentos mostram é simples: Maduro ainda está sentado na cadeira, mas o mundo já discute quem ocupará o lugar dele. A Casa Branca trabalha com mapas, cenários e estratégias. A oposição escreve seus primeiros 100 dias. E Maduro… se esconde.

Os dias do ditador parecem contados — e, desta vez, não é só retórica.

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