Padre é afastado e condenado por abuso sexual contra coroinha em Serra Negra (SP); caso gera indignação

Padre é afastado e condenado por abuso sexual contra coroinha em Serra Negra (SP); caso gera indignação

Diocese de Amparo confirma afastamento de sacerdote após decisão judicial em primeira instância; Ministério Público aponta manipulação emocional e abuso reiterado contra adolescente

O padre Sidney Wilson Basaglia, de 50 anos, foi afastado de suas funções pela Diocese de Amparo após ser condenado em primeira instância por violação sexual mediante fraude contra uma adolescente de 14 anos que atuava como coroinha em uma paróquia de Serra Negra (SP). O caso, revelado pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), provocou forte repercussão e indignação na comunidade católica e na sociedade.

Segundo a acusação, os abusos teriam ocorrido entre 2014 e 2016, dentro e fora do ambiente religioso. A sentença judicial apontou ainda um padrão de conduta marcado por manipulação emocional, com o uso da posição de autoridade do sacerdote para criar dependência afetiva e manter contato frequente com a vítima.

Relação de confiança e suposta manipulação

De acordo com o Ministério Público, o religioso teria construído uma relação de proximidade com a adolescente por meio de presentes, convites para encontros e participação em atividades fora da igreja. Essa dinâmica, segundo a investigação, teria sido usada para fragilizar os limites entre autoridade espiritual e vínculo pessoal.

Os atos descritos teriam ocorrido em locais privados, incluindo dependências da paróquia e residências ligadas à família da vítima. A Justiça entendeu, em primeira instância, que houve repetição das condutas e estratégia para evitar suspeitas.

O padre foi condenado a seis anos de prisão em regime semiaberto.

Afastamento e posicionamento da Diocese

Diante da decisão judicial e das acusações, a Diocese de Amparo informou o afastamento temporário do sacerdote. A instituição afirmou que a medida tem caráter administrativo e não implica, neste momento, perda de direitos clericais ou juízo definitivo sobre culpa.

Em nota, a Diocese reforçou que o afastamento não altera a presunção de inocência no âmbito canônico, mas destacou o compromisso com a apuração dos fatos e a colaboração com as autoridades civis.

Repercussão e repúdio ao caso

O caso gerou forte reação e repúdio, especialmente por envolver abuso contra menor em contexto de confiança religiosa. As informações divulgadas pelo Ministério Público e a decisão judicial em primeira instância intensificaram o debate sobre responsabilidade institucional e proteção de crianças e adolescentes dentro de ambientes religiosos.

Organizações e fiéis manifestaram indignação diante das acusações e da gravidade dos fatos descritos, reforçando a necessidade de rigor na investigação e de proteção às vítimas.

Situação atual

O processo segue em andamento, com possibilidade de recursos. O sacerdote permanece afastado enquanto responde judicial e administrativamente às acusações.

A Diocese afirmou ainda que mantém compromisso com a transparência, a justiça e o acolhimento pastoral, e pediu orações pelos envolvidos no caso.

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