Anvisa manda recolher produtos da Ypê por risco de contaminação e empresa contesta decisão

Anvisa manda recolher produtos da Ypê por risco de contaminação e empresa contesta decisão

Agência identificou falhas em controle de qualidade e determinou suspensão de lotes de detergentes e desinfetantes; fabricante afirma ter laudos que comprovam segurança e promete recorrer

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) determinou o recolhimento de lotes de produtos da marca Ypê após identificar risco de contaminação microbiológica durante inspeção realizada em unidade de produção no interior de São Paulo.

A medida atinge detergentes, lava-roupas líquidos e desinfetantes fabricados pela Química Amparo, empresa responsável pela marca. Segundo a agência, foram encontradas falhas nos sistemas de controle de qualidade, produção e garantia sanitária, o que pode representar risco à saúde do consumidor.

Risco sanitário e orientação ao consumidor

De acordo com a Anvisa, os problemas identificados podem permitir a presença de microrganismos patogênicos nos produtos, o que motivou a suspensão imediata da fabricação, comercialização e distribuição de lotes específicos.

A recomendação é que consumidores verifiquem os números dos lotes e interrompam o uso dos produtos afetados, além de entrarem em contato com o serviço de atendimento da empresa para orientações sobre troca ou recolhimento.

Empresa contesta decisão

Em nota oficial, a fabricante afirmou que discorda da medida e classificou a decisão como desproporcional, alegando possuir laudos técnicos independentes que comprovam a segurança dos produtos.

A empresa informou ainda que pretende recorrer da decisão e manter diálogo com a Anvisa para contestar os resultados da fiscalização.

Investigação e próximos passos

A determinação foi publicada após inspeção conjunta de órgãos sanitários que apontaram falhas em etapas consideradas críticas da produção. O caso segue em análise e poderá ser reavaliado após apresentação de novas evidências pela empresa.

Enquanto isso, vigilâncias sanitárias estaduais e municipais foram acionadas para reforçar a fiscalização e garantir o recolhimento dos itens no mercado.

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