Palco Mundial

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Lula vai à ONU em meio a briga aberta com Trump e tenta reafirmar soberania brasileira

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarcou neste domingo (21) rumo a Nova York para participar, pela terceira vez neste mandato, da Assembleia Geral da ONU. Cabe a ele, mais uma vez, a fala de abertura — tradição brasileira que ganha ainda mais peso no momento em que o país enfrenta atritos inéditos com os Estados Unidos.

A viagem acontece sob forte tensão diplomática. Donald Trump, hoje novamente presidente dos EUA, retaliou o Brasil com tarifas pesadas sobre produtos nacionais e ainda mirou ministros do STF, impondo sanções e cassando vistos. A faísca da crise foi a condenação de Jair Bolsonaro e aliados pelo Supremo, que em Washington foi tratada como “caça às bruxas”.

Lula, em artigo no New York Times, tentou equilibrar o discurso: disse estar aberto a negociações, mas avisou que “a democracia e a soberania brasileira não estão à venda”. Ao mesmo tempo, defendeu o STF e classificou a decisão contra Bolsonaro como “histórica”.

A Assembleia também será palco da agenda climática: o Brasil quer mostrar liderança na COP30, que acontecerá em Belém em 2025. Entre diplomacia, tensões políticas e disputas narrativas, Lula chega à ONU com a missão de reafirmar que o Brasil não aceita ser tratado como coadjuvante no tabuleiro mundial.

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