
Paulinho da Força reage a Flávio Bolsonaro e nega influência de Moraes na Lei da Dosimetria
Deputado rebate acusações de “jogo combinado” com ministro do STF e afirma que texto foi construído com autonomia pelo Congresso
O deputado federal Paulinho da Força reagiu às declarações do senador Flávio Bolsonaro sobre a chamada Lei da Dosimetria e negou qualquer articulação com o ministro Alexandre de Moraes durante a elaboração do projeto aprovado pelo Congresso Nacional.
A tensão entre parlamentares da direita aumentou após Flávio afirmar, durante agenda política em Santa Catarina, que existiria uma suposta proximidade entre Paulinho e Moraes na construção do texto da proposta. Segundo o senador, o debate sobre uma anistia mais ampla teria sido “interditado” dentro do Legislativo.
As declarações repercutiram rapidamente nos bastidores políticos e provocaram reação pública do relator da matéria na Câmara dos Deputados.
Paulinho diz que Congresso atuou de forma independente
Em nota divulgada nas redes sociais, Paulinho da Força afirmou que a proposta foi construída de maneira coletiva, ouvindo representantes de diferentes partidos e bancadas tanto da Câmara quanto do Senado.
O deputado destacou ainda que manteve conversas institucionais com os presidentes das duas Casas legislativas, Hugo Motta e Davi Alcolumbre, mas negou qualquer submissão ao Judiciário.
Segundo Paulinho, o diálogo institucional não significa interferência externa na atuação do Congresso. O parlamentar também ressaltou que o Legislativo teve autonomia tanto para aprovar a Lei da Dosimetria quanto para derrubar o veto presidencial relacionado ao projeto.
Críticas expõem novo embate entre bolsonaristas e centrão
A troca de acusações amplia o clima de desgaste político entre setores ligados ao bolsonarismo e parlamentares mais próximos do Centrão. Flávio Bolsonaro defende que a proposta aprovada ficou distante da anistia “ampla, geral e irrestrita” defendida por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Já Paulinho da Força tentou reduzir o tom do confronto e afirmou que transformar o tema em disputa pessoal ou política não ajuda no debate institucional.
“O mais importante é garantir o cumprimento da lei, a harmonia institucional e o respeito às decisões democraticamente construídas pelo Parlamento brasileiro”, declarou o deputado.
Moraes segue no centro da crise política
A Lei da Dosimetria continua provocando reações intensas entre integrantes do Congresso, do STF e de grupos políticos ligados aos atos de 8 de janeiro. O tema voltou ao centro das discussões após decisões recentes de Alexandre de Moraes envolvendo pedidos de redução de pena e questionamentos apresentados por partidos ao Supremo.
Nos bastidores de Brasília, aliados do governo e da oposição acompanham com atenção o avanço da crise política em torno do tema, que deve continuar pressionando a relação entre Congresso Nacional e STF nas próximas semanas.