“Paz passou longe”, dispara Flávio Bolsonaro após veto de Lula à Dosimetria

“Paz passou longe”, dispara Flávio Bolsonaro após veto de Lula à Dosimetria

Senador acusa presidente de governar pelo ressentimento e promete reação do Congresso

Depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vetar o Projeto de Lei da Dosimetria nesta quinta-feira (8), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) usou as redes sociais para deixar claro que, na avaliação dele, conciliação não está no cardápio do Planalto. Segundo o parlamentar, o veto mostra que Lula “não quer paz” e prefere alimentar disputas políticas.

Em tom ácido, Flávio classificou o presidente como um “produto fora da validade”, movido mais por ideologia e rancor do que por soluções práticas. Para o senador, o governo estaria mais interessado em travar embates simbólicos do que em enfrentar problemas reais da segurança pública.

Na publicação, ele criticou o silêncio do Executivo sobre criminosos ligados a facções que não retornaram ao sistema prisional após a saída temporária de fim de ano. “Enquanto isso, o cidadão comum segue refém da violência, com gente sendo roubada ou morta por causa de um celular”, escreveu.

O senador também acusou o governo de inverter prioridades ao tratar como grave episódios simbólicos, como o vandalismo contra patrimônio público, enquanto crimes violentos seguiriam sem resposta efetiva. Para Flávio, trata-se de uma “perseguição política seletiva”, voltada mais para adversários do que para a criminalidade organizada.

Além das críticas, o parlamentar avisou que a oposição não pretende aceitar o veto passivamente. Segundo ele, o grupo vai trabalhar para derrubá-lo na primeira sessão conjunta do Congresso Nacional. “Chega de distorcer valores. O Brasil precisa de justiça de verdade, segurança e respeito a quem cumpre a lei”, afirmou.

Agora, a palavra final está nas mãos do Congresso. Para que o veto seja derrubado, serão necessários ao menos 257 votos na Câmara dos Deputados e 41 no Senado. Até lá, o embate promete seguir quente — com discursos duros, ironias de sobra e nenhuma aparência de trégua política.

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