
Peninha é indiciado por fala contra evangélicos e caso gera forte repercussão e repúdio nas redes
Jornalista foi acusado de discriminação religiosa após vídeo polêmico; Justiça analisa caso e defesa fala em liberdade de expressão
O jornalista e escritor Eduardo Bueno, conhecido como Peninha, foi indiciado pela Polícia Civil nesta quinta-feira (7) pelo crime de discriminação religiosa contra evangélicos. O caso ganhou grande repercussão nacional e provocou forte reação pública, com críticas e manifestações de repúdio às declarações feitas em vídeo publicado nas redes sociais.
Vídeo com fala polêmica motivou investigação
A investigação foi conduzida pela Delegacia de Combate à Intolerância e teve como base um vídeo publicado em janeiro de 2026, no qual Peninha afirma que evangélicos não deveriam ter direito ao voto e classifica o grupo com termos considerados ofensivos.
Após a repercussão, o conteúdo foi removido das plataformas por decisão judicial.
Segundo a Polícia Civil, o inquérito foi concluído com indiciamento com base na Lei de Crimes Raciais, que também prevê punições para casos de discriminação religiosa praticada na internet.
Silêncio durante depoimento e avanço do caso à Justiça
Durante o interrogatório, o jornalista optou por permanecer em silêncio. Com o encerramento da investigação, o caso agora será encaminhado ao Ministério Público, que deve avaliar se apresenta denúncia formal à Justiça.
A medida marca uma nova etapa do processo, que pode resultar em ação penal contra o comunicador.
Reação e repúdio às declarações aumentam pressão pública
As falas atribuídas a Peninha geraram ampla reação negativa em diferentes setores da sociedade, incluindo lideranças religiosas e usuários nas redes sociais. Parte das críticas classifica o conteúdo como ofensivo e incompatível com o debate público democrático.
O episódio também reacendeu discussões sobre os limites entre liberdade de expressão e discurso de ódio, especialmente quando envolve grupos religiosos.
Defesa alega liberdade de expressão
Os advogados do jornalista afirmam que a manifestação ocorreu dentro dos limites legais da liberdade de expressão e teria caráter crítico e satírico.
Segundo a defesa, não houve intenção de discriminação religiosa e o indiciamento deverá ser contestado na Justiça.
Caso segue para análise do Ministério Público
Com o indiciamento concluído, o Ministério Público agora irá decidir se apresenta ou não denúncia formal. Caso avance, o jornalista poderá se tornar réu em processo criminal.
O caso segue em andamento e deve continuar gerando debates sobre liberdade de opinião, responsabilidade na comunicação pública e respeito à diversidade religiosa no Brasil.