TSE mantém cassação de ex-deputada por uso irregular de verba pública em campanha de 2022

TSE mantém cassação de ex-deputada por uso irregular de verba pública em campanha de 2022

Corte confirma decisão envolvendo suposto uso de R$ 9 mil do fundo eleitoral e fraude em prestação de contas

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu manter a cassação do mandato da ex-deputada federal Sílvia Nobre Lopes (Silvia Waiãpi), em um caso que envolve o uso de recursos do fundo eleitoral e suposta irregularidade na prestação de contas da campanha de 2022.

A decisão foi confirmada nesta quinta-feira (30), reforçando o entendimento da Justiça Eleitoral sobre a gravidade das irregularidades apontadas no processo.

Uso de verba pública e suspeita de falsificação de nota fiscal

Segundo o processo, a ex-parlamentar teria utilizado cerca de R$ 9 mil do fundo eleitoral para custear procedimentos de harmonização estética durante a campanha, além de apresentar uma nota fiscal que teria sido usada para simular despesa eleitoral.

A investigação apontou que a despesa não teria relação direta com atividades de campanha, o que configuraria uso indevido de recursos públicos destinados ao financiamento eleitoral.

Entendimento da Justiça Eleitoral

O TSE entendeu que houve irregularidade na prestação de contas e manteve a cassação do mandato, já definida anteriormente em instâncias inferiores da Justiça Eleitoral.

A decisão reforça a posição da Corte de que o uso de recursos públicos em campanhas deve seguir critérios estritos de transparência, finalidade eleitoral e comprovação documental.

Histórico do caso e impacto político

Sílvia Nobre Lopes (Silvia Waiãpi) já havia perdido o mandato em decisões anteriores relacionadas às eleições de 2022, após questionamentos sobre a contagem de votos e a validade de sua diplomação.

O caso se insere em um conjunto de ações da Justiça Eleitoral que analisam o uso do fundo eleitoral e a prestação de contas de candidatos em todo o país.

Processo segue com desdobramentos jurídicos

Com a manutenção da cassação pelo TSE, o processo agora entra em fase de consolidação da decisão, sem impacto imediato no resultado eleitoral já consolidado de 2022.

O caso reforça a atuação da Justiça Eleitoral na fiscalização do uso de recursos públicos em campanhas e na verificação de irregularidades na prestação de contas de candidatos eleitos e suplentes.

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