
Petro acusa Trump na ONU: pede investigação por ataques no Caribe
Presidente colombiano denuncia mortes de jovens em ações militares dos EUA e cobra responsabilização internacional
Durante a 80ª Assembleia Geral da ONU, o presidente colombiano Gustavo Petro fez um apelo contundente: pediu que a Organização das Nações Unidas abra processos criminais contra Donald Trump. Segundo Petro, o ex-presidente americano autorizou ataques contra supostos barcos de tráfico de drogas no Caribe, resultando na morte de pelo menos 14 pessoas, entre elas jovens colombianos pobres, desarmados e sem chance de se defender.
Nos últimos dias, os Estados Unidos realizaram pelo menos três ações ofensivas na região, sob o argumento de combater o narcotráfico. Petro argumenta que essas operações extrapolam o combate ao crime e configuram uso excessivo da força, responsabilizando Trump pelas mortes de inocentes.
A escalada militar americana no Caribe também inclui a mobilização de oito navios de guerra e crescente pressão sobre países vizinhos, especialmente a Venezuela, alvo de ameaças diretas de Trump. Caracas alerta que Washington busca uma mudança de regime, visando controle sobre petróleo e outros recursos estratégicos.
Para Petro, é urgente que a ONU intervenha e investigue os atos: “Não se trata apenas de política internacional, mas de vidas humanas que foram perdidas por ordens de quem deveria respeitar o direito internacional”, disse o presidente colombiano em seu discurso.
O episódio reacende a tensão regional e reforça críticas sobre a presença militar dos EUA no Caribe, deixando claro que, para Petro, a ação ultrapassa limites aceitáveis e exige responsabilização diante da comunidade internacional.