
PF suspeita que viagem de Filipe Martins aos EUA tenha sido forjada
Polícia Federal confirma registro da entrada, mas levanta dúvida sobre autenticidade e pede investigação
A Polícia Federal enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um documento em que confirma a existência de um registro de viagem de Filipe Martins aos Estados Unidos, em dezembro de 2022 — mas alerta: a entrada pode ter sido simulada.
Segundo o relatório, há indícios de que o registro tenha sido feito de forma irregular, possivelmente com o uso indevido de prerrogativas diplomáticas. A suspeita é de que a manobra tenha servido para confundir as autoridades sobre o paradeiro do ex-assessor de Jair Bolsonaro, evitando assim a aplicação da lei.
O documento cita informações repassadas pelo Departamento de Segurança Interna e pela Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP), que confirmaram a existência do registro de entrada em 30 de dezembro de 2022. No entanto, no último dia 10, o próprio CBP informou que esse registro é falso e está sob investigação interna.
A PF também lembrou que Martins constava na lista de passageiros do avião presidencial que levou Bolsonaro a Orlando no fim de 2022 — mas não há registro de sua saída no sistema migratório brasileiro. Desde então, o paradeiro do ex-assessor foi considerado incerto.
Filipe Martins está preso desde fevereiro de 2024 por determinação do ministro Alexandre de Moraes, que incluiu o caso nas investigações sobre a trama golpista que tentou subverter o resultado das eleições de 2022. A defesa do ex-assessor nega que ele tenha deixado o país.