Política em tom cauteloso

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Tarcísio vê avanço na Papudinha, mas insiste: lugar de Bolsonaro é em casa

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, avaliou que a transferência de Jair Bolsonaro para a chamada Papudinha foi um passo positivo do Supremo Tribunal Federal. Segundo ele, a mudança trouxe melhores condições de vida ao ex-presidente — mas isso, na visão do governador, ainda não resolve o principal ponto da discussão.

Para Tarcísio, a decisão do STF sinaliza sensibilidade ao estado de saúde de Bolsonaro, mas a solução ideal continua sendo a prisão domiciliar. Em conversa com aliados, o governador tem defendido que o ex-presidente precisa estar em casa, cercado pela família e com acompanhamento médico constante.

Nos bastidores, Tarcísio chegou a procurar ministros do Supremo para reforçar o pedido, usando como exemplo casos semelhantes, como o do ex-presidente Fernando Collor, que obteve autorização para cumprir pena em casa por motivos de saúde. A comparação, segundo ele, mostra que o caminho é possível — e legal.

Durante um evento de entrega de moradias populares no litoral paulista, o governador voltou a falar publicamente sobre o assunto. Sem entrar em detalhes sobre conversas com magistrados, afirmou que vem tratando dessa questão há meses e que sua preocupação é evitar riscos desnecessários.

Tarcísio destacou o histórico médico de Bolsonaro, lembrando cirurgias, sequelas do atentado sofrido em 2018 e outros problemas de saúde. Em bom português: para o governador, não vale pagar pra ver quando o assunto é vida e bem-estar.

Segundo ele, a defesa da prisão domiciliar não é só emocional, mas também técnica e jurídica. A decisão, agora, depende de avaliações médicas que devem embasar os próximos passos do STF.

Enquanto isso, Tarcísio mantém o tom de esperança. Acredita que, com laudos em mãos, a Justiça pode autorizar a prisão domiciliar, garantindo mais dignidade, segurança e cuidado ao ex-presidente.

No resumo da ópera: a Papudinha foi um avanço, mas, para o governador paulista, o destino final ideal ainda é o sofá de casa — com a família por perto e menos risco no caminho.

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