
Reação imediata no Senado
Flávio Bolsonaro questiona Moraes e alerta para riscos à saúde do pai
A transferência de Jair Bolsonaro para a Papudinha não passou em branco no Congresso. O senador Flávio Bolsonaro reagiu à decisão do ministro Alexandre de Moraes com preocupação e firmeza, afirmando que a medida coloca em risco a saúde do ex-presidente e precisa ser revista com urgência.
Segundo Flávio, o histórico médico do pai exige cuidados especiais que não combinam com ambiente prisional. O senador lembrou, inclusive, um episódio recente em que Bolsonaro sofreu uma queda enquanto ainda estava detido na Polícia Federal — fato que, para ele, acende um sinal de alerta.
Em tom direto, Flávio levantou um questionamento que repercutiu nos bastidores políticos: se o preso fosse o ex-presidente Michel Temer, o tratamento seria o mesmo? Para o senador, a pergunta é legítima e expõe uma possível falta de isonomia nas decisões judiciais.
Flávio voltou a defender a prisão domiciliar como alternativa mais segura, humana e juridicamente adequada. Na sua avaliação, não se trata de privilégio, mas de preservar a vida e a dignidade de alguém que enfrenta limitações físicas conhecidas e documentadas.
O parlamentar tem se colocado como uma das vozes mais ativas na defesa do pai, buscando manter o debate no campo da saúde, do direito e da proporcionalidade. Para ele, a discussão não deveria ser ideológica, mas sim baseada em critérios objetivos e humanitários.
Enquanto a decisão do STF segue em vigor, Flávio Bolsonaro mantém a pressão política e jurídica, reforçando que o foco precisa estar na proteção da integridade física do ex-presidente — antes que uma situação reversível se transforme em algo irreparável.
Como ele próprio tem insistido: mais do que o local da prisão, o que está em jogo é a responsabilidade sobre as consequências dessa escolha.