PT pode anunciar novo presidente mesmo com impasse em Minas

PT pode anunciar novo presidente mesmo com impasse em Minas

Mesmo com adiamento da votação em MG, legenda avalia proclamar vencedor informalmente caso diferença seja irreversível

Apesar da indefinição em Minas Gerais, o Partido dos Trabalhadores (PT) pode revelar já nesta segunda-feira (7) quem será seu novo presidente nacional. Segundo o senador Humberto Costa (PE), que ocupa interinamente o comando da legenda, se o candidato mais votado tiver uma vantagem que torne irrelevantes os votos mineiros, o partido pretende anunciar o resultado de forma extraoficial.

“Se o primeiro colocado já garantir a vitória sem depender dos votos de Minas, vamos anunciar, mesmo que ainda não seja o resultado oficial”, afirmou Costa ao Broadcast/Estadão.

Hoje, o nome mais cotado entre os petistas é o de Edinho Silva, ex-prefeito de Araraquara (SP) e integrante da corrente interna Construindo um Novo Brasil, mesma ala do presidente Lula. Ele disputa o cargo com o deputado federal Rui Falcão (PT-SP), Romênio Pereira (secretário de relações internacionais do partido) e Valter Pomar, da Fundação Perseu Abramo.

O Processo de Eleição Direta (PED) do PT também define os comandos estaduais e municipais. Embora o novo presidente possa ser anunciado antes, a composição final do diretório nacional só será conhecida após a contabilização dos votos mineiros, que elegem 94 cadeiras conforme a proporção dos votos das chapas.

“A apuração das chapas vai demorar um pouco mais, especialmente porque Minas ainda vai votar”, explicou Costa, que ressaltou que recursos judiciais também podem influenciar no desfecho final.

Ainda nesta segunda, o partido avalia conceder uma coletiva de imprensa para tratar do processo, e o diretório nacional se reúne na terça-feira (8) para discutir especificamente a situação de Minas Gerais.

Atualmente, o PT contabiliza quase 3 milhões de filiados com direito a voto. No entanto, como o processo é feito por cédulas de papel, a expectativa é que o número real de votantes seja menor. Caso não haja definição no primeiro turno, um segundo turno está previsto para o dia 20 de julho. Já a eleição em Minas, adiada por decisão judicial, ainda não tem nova data.

O impasse em Minas começou quando a Justiça determinou a inclusão da deputada federal Dandara Tonantzin na disputa estadual. O partido alegou não haver tempo hábil para incluir seu nome nas cédulas enviadas a cerca de 700 municípios. A candidatura de Dandara havia sido anulada por inadimplência de uma dívida partidária de R$ 130 mil, paga fora do prazo. Ela afirma ter tentado quitar a pendência a tempo, mas o pagamento foi devolvido pelo banco, obrigando uma nova tentativa após a data-limite.

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