Queda de avião em Belo Horizonte deixa mortos e expõe momentos de tensão após colisão com prédio residencial

Queda de avião em Belo Horizonte deixa mortos e expõe momentos de tensão após colisão com prédio residencial

Aeronave perde altitude logo após decolagem do Aeroporto da Pampulha, atinge edifício e mobiliza grande operação de resgate

Uma tarde comum se transformou em cenário de caos e apreensão em Belo Horizonte nesta segunda-feira (4). Um avião de pequeno porte caiu em plena área urbana e atingiu um prédio residencial no bairro Silveira, na região nordeste da capital mineira, deixando ao menos três mortos e dois feridos em estado grave.

A aeronave, que transportava cinco pessoas, havia acabado de decolar do Aeroporto da Pampulha e seguia para São Paulo, onde os ocupantes participariam de uma reunião de trabalho. Poucos minutos após levantar voo, no entanto, algo saiu do controle. Testemunhas relatam que o avião já voava baixo, como se lutasse para se manter no ar — um prenúncio do que estava por vir.

Câmeras de segurança registraram o momento exato da tragédia: o avião perde altitude rapidamente e, sem tempo para qualquer reação, colide contra a parede do último andar de um prédio de três pavimentos. O impacto foi violento. Em seguida, a aeronave despenca e cai na área de estacionamento do condomínio.

Entre as vítimas fatais estão o piloto, Wellington de Oliveira Pereira, o empresário Leonardo Berganholi Martins e Fernando Moreira Souto. Outros dois ocupantes foram socorridos em estado grave e encaminhados ao Hospital João XXIII, referência em atendimentos de alta complexidade na capital.

Apesar da violência da colisão, um detalhe evitou uma tragédia ainda maior: não houve vítimas entre os moradores do prédio. Todos foram retirados às pressas, em meio ao susto e à incerteza sobre possíveis danos estruturais no edifício.

O cenário após o acidente era de destruição. Parte da fuselagem se desprendeu com o impacto, e destroços atingiram um veículo estacionado na garagem. O risco de explosão também preocupou as equipes de resgate, já que o combustível armazenado nas asas da aeronave vazou após a queda. Para conter o perigo, bombeiros utilizaram espuma especial e isolaram completamente a área.

Relatos de testemunhas indicam que o piloto pode ter tentado evitar um desastre ainda maior, desviando de áreas mais densamente ocupadas, possivelmente até de uma escola próxima. Se confirmado, o gesto revela uma tentativa desesperada de reduzir o impacto — mesmo diante de uma situação praticamente irreversível.

As causas do acidente ainda são desconhecidas e serão investigadas por órgãos responsáveis pela aviação. A aeronave, um modelo EMB-721C fabricado em 1979, estava regular segundo os registros iniciais, o que aumenta o mistério sobre o que levou à queda repentina.

Enquanto isso, a cidade tenta digerir o choque. Entre sirenes, destroços e silêncio, fica a imagem de um avião que caiu do céu em segundos — e levou consigo vidas, planos e histórias que não chegaram ao destino.

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