
QUEM É O DEPUTADO DELEGADO DA CUNHA, DEMITIDO POR TARCÍSIO DE FREITAS E REINTEGRADO LIMINARMENTE PELA JUSTIÇA
Carlos Alberto da Cunha construiu carreira como delegado-influenciador, chegou à Câmara dos Deputados em 2022 e foi demitido da Polícia Civil após processo disciplinar sobre encenação de operação policial; horas depois, Tribunal de Justiça de São Paulo suspendeu a punição
O governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas, do Republicanos, determinou nesta quinta-feira, 3 de setembro de 2026, a demissão do deputado federal Carlos Alberto da Cunha, conhecido nacionalmente como Delegado Da Cunha, dos quadros da Polícia Civil de São Paulo.
A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo e aplicou ao policial a penalidade de demissão a bem do serviço público, uma das sanções previstas no estatuto da corporação. Da Cunha, porém, está atualmente afastado da função policial porque exerce mandato de deputado federal. ([turn648530search18])
A história não terminou com a assinatura de Tarcísio.
Poucas horas depois da publicação da demissão, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) concedeu uma liminar suspendendo os efeitos da decisão. O desembargador Álvaro Torres Júnior, do Órgão Especial do tribunal, apontou, em análise preliminar, questionamentos relacionados ao direito de defesa e ao contraditório no processo administrativo. ([turn648530search22]turn648530search19)
Assim, o caso entrou imediatamente em uma nova etapa: Tarcísio decidiu pela demissão, mas a Justiça suspendeu provisoriamente a punição antes que ela produzisse todos os seus efeitos.
Quem é Delegado Da Cunha
Carlos Alberto da Cunha nasceu em Santos, no litoral de São Paulo, formou-se em Direito pela Universidade Católica de Santos e ingressou na Polícia Civil paulista.
Sua trajetória profissional, entretanto, ultrapassou rapidamente os limites de uma carreira policial tradicional.
Da Cunha tornou-se um dos primeiros delegados brasileiros a utilizar intensamente as redes sociais para mostrar o trabalho policial. Desde 2013, mantinha um canal no YouTube dedicado ao cotidiano da Polícia Civil e a operações contra organizações criminosas.
O canal alcançou milhões de visualizações e transformou o delegado em uma figura conhecida muito além das delegacias.
Segundo a descrição do próprio canal, a proposta era mostrar a rotina da Polícia Civil no combate ao crime organizado e às facções e incentivar jovens a ingressarem na carreira policial. ([turn648530search17])
A exposição digital se converteu posteriormente em capital eleitoral.
Da polícia para a política
Em 2022, Delegado Da Cunha deixou de ser apenas um influenciador policial e entrou oficialmente na política.
Foi eleito deputado federal por São Paulo, então pelo Progressistas (PP), com aproximadamente 181,5 mil votos.
Depois, mudou de legenda e passou a integrar o União Brasil. ([turn648530search18]turn648530search12)
Sua eleição fez parte de uma onda de candidatos oriundos das forças de segurança que utilizaram redes sociais para construir uma imagem política associada ao combate à criminalidade.
Da Cunha se tornou, nesse ambiente, um personagem de forte presença digital, defendendo uma agenda conservadora ligada à segurança pública.
O salário e a diferença entre as carreiras
Antes de entrar na Câmara, Da Cunha era delegado de primeira classe da Polícia Civil.
Segundo o levantamento publicado pela Agência Estado, sua remuneração como delegado era de aproximadamente R$ 17 mil.
Como deputado federal, a remuneração bruta passou para cerca de R$ 41,6 mil, além de aproximadamente R$ 4,2 mil de auxílio-moradia, conforme informações disponíveis no portal da Câmara dos Deputados. ([turn648530search17]
A diferença ajuda a explicar por que o vínculo com a Polícia Civil possui uma importância peculiar para o parlamentar.
Mesmo licenciado para exercer o mandato, a permanência no cargo policial significava a possibilidade de retorno à carreira caso deixasse a política.
Com a demissão, essa possibilidade ficaria comprometida — embora a liminar concedida pelo TJ-SP tenha alterado temporariamente esse cenário.
O processo disciplinar que levou à demissão
A demissão determinada por Tarcísio é resultado de um processo administrativo disciplinar instaurado anos atrás.
As acusações centrais envolvem o uso da estrutura policial para produzir conteúdo de forte apelo nas redes sociais.
Um dos episódios mais graves ocorreu em 2020, quando Da Cunha foi acusado de simular uma operação policial.
Segundo os autos e relatos reunidos no processo, ele teria recriado uma situação de resgate em cativeiro para produzir imagens e divulgar o material em seu canal.
A vítima de um sequestro real teria sido levada novamente ao local onde havia permanecido presa para que fossem feitas gravações da operação.
A encenação foi posteriormente divulgada nas redes sociais e alcançou milhões de visualizações. ([turn648530search20]turn648530search21)
A acusação de autopromoção
O ponto central da acusação não era simplesmente o fato de Da Cunha produzir vídeos.
A controvérsia estava na utilização de recursos, símbolos e estruturas da Polícia Civil para produzir material com potencial de autopromoção.
A Corregedoria investigou se viaturas, armas, distintivos, agentes e outros elementos da atividade policial haviam sido empregados para criar conteúdo voltado à construção da imagem pessoal do delegado.
A acusação é particularmente grave porque um agente público possui deveres funcionais diferentes daqueles de um produtor independente de conteúdo.
O problema disciplinar, portanto, estava relacionado à fronteira entre atividade policial e exposição pessoal nas redes sociais.
A suposta prisão de um líder do PCC
Outro episódio apontado na trajetória disciplinar de Da Cunha envolve a gravação de uma suposta prisão de um integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC).
De acordo com a investigação administrativa, a prisão teria sido forjada para a produção de conteúdo.
O vídeo alcançou mais de 30 milhões de visualizações.
Durante o processo administrativo, segundo a Agência Estado, Da Cunha teria confessado a encenação. ([turn648530search17]
O episódio ajudou a consolidar a preocupação da Polícia Civil com o uso da atividade policial como espetáculo para redes sociais.
Uma carreira baseada na exposição
A trajetória de Da Cunha revela justamente essa característica.
Seu sucesso político nasceu, em grande medida, de sua capacidade de transformar ocorrências policiais em conteúdo.
Ele mostrou perseguições, prisões, operações e ações contra criminosos a milhões de seguidores.
A estratégia funcionou eleitoralmente.
O policial conhecido nas redes transformou-se em deputado federal.
Mas a mesma exposição que impulsionou sua carreira política também passou a gerar problemas disciplinares.
A fronteira entre documentar o trabalho policial e transformar a polícia em cenário para uma marca pessoal tornou-se uma das questões centrais de seus processos.
O primeiro pedido de demissão
As acusações são antigas.
Em 2022, o Conselho da Polícia Civil de São Paulo já havia aprovado uma proposta de demissão relacionada aos episódios investigados pela Corregedoria. ([turn648530search17]
A tramitação, entretanto, não produziu imediatamente a saída definitiva de Da Cunha da corporação.
O processo avançou lentamente.
A situação atravessou diferentes administrações estaduais e acabou chegando ao governo Tarcísio.
O processo ficou parado
Um dos aspectos mais curiosos do caso é a demora.
A recomendação de demissão feita pela Polícia Civil em 2022 ficou sem decisão definitiva por anos.
Segundo o G1, a proposta passou pela gestão do ex-governador Rodrigo Garcia e chegou ao governo de Tarcísio em 2023. ([turn648530search21]
Durante esse período, Da Cunha continuou exercendo seu mandato parlamentar, afastado da atividade policial.
A decisão de Tarcísio só foi publicada em setembro de 2026.
Tarcísio herdou o processo
A demissão, portanto, não decorre de uma investigação criada pelo atual governador.
O processo disciplinar já existia quando Tarcísio assumiu o governo paulista.
O governador recebeu o procedimento e tomou a decisão administrativa ao final de sua tramitação.
Esse detalhe é importante porque muda a interpretação política do episódio.
Não se trata de uma acusação nova feita pelo governo contra um adversário político.
É uma punição administrativa que resultou de um processo iniciado anos antes.
O que o governo de São Paulo decidiu
A decisão publicada no Diário Oficial classificou as acusações analisadas no processo como procedentes e aplicou a demissão a bem do serviço público.
Segundo informações divulgadas sobre o despacho, foram consideradas infrações relacionadas à divulgação intencional de informações sigilosas obtidas em razão do cargo, quando capazes de causar prejuízo ao Estado ou a terceiros, e à prática de ato enquadrado pela legislação como improbidade. ([turn648530search14]turn648530search23
A decisão administrativa não descreveu integralmente, no próprio despacho, todos os fatos que fundamentaram a punição.
A reação de Da Cunha
Da Cunha contestou a punição.
Sua defesa sustenta que o processo administrativo possui problemas e que houve violação de garantias processuais.
A principal questão levada à Justiça foi o suposto cerceamento de defesa.
Segundo os argumentos acolhidos preliminarmente pelo TJ-SP, elementos novos teriam sido incorporados ao processo depois da fase de instrução, sem que Da Cunha tivesse oportunidade adequada de se manifestar sobre eles. ([turn648530search22]
Essa questão foi suficiente para justificar a suspensão temporária da demissão.
A decisão do Tribunal de Justiça
O desembargador Álvaro Torres Júnior determinou, em caráter liminar, que a demissão não fosse executada até uma análise mais aprofundada da controvérsia.
A liminar não significa que Da Cunha foi declarado inocente.
Também não significa que o Tribunal de Justiça tenha concluído que Tarcísio agiu ilegalmente.
Trata-se de uma decisão provisória destinada a preservar a situação existente enquanto o tribunal examina os argumentos apresentados pela defesa.
O mérito do processo ainda deverá ser julgado.
O que muda para Da Cunha
Na prática, a decisão judicial impede, por enquanto, que a demissão produza efeitos definitivos.
Como Da Cunha está licenciado para exercer o mandato parlamentar, a discussão envolve principalmente seu vínculo futuro com a Polícia Civil.
Sem a demissão, ele poderia teoricamente retornar à corporação ao término do mandato, caso continuasse preenchendo as condições legais.
Com a demissão suspensa, essa possibilidade permanece preservada enquanto o processo judicial não chegar a uma decisão final.
O deputado continua deputado
Outro ponto importante é separar os dois cargos.
A decisão de Tarcísio atingiu o vínculo de Da Cunha com a Polícia Civil, e não seu mandato na Câmara dos Deputados.
Ele permanece deputado federal.
A perda do mandato parlamentar dependeria de outras hipóteses jurídicas e não decorre automaticamente da demissão administrativa do cargo policial.
Esse é um dos motivos pelos quais a liminar tem importância principalmente para sua carreira na Polícia Civil.
A medida contra a carreira policial
O episódio também chama atenção para uma particularidade do cargo de delegado.
Diferentemente da magistratura ou do Ministério Público, o cargo de delegado de Polícia Civil não possui vitaliciedade.
O delegado é servidor público sujeito às regras disciplinares da própria corporação.
Por isso, uma demissão administrativa pode encerrar o vínculo funcional, desde que respeitados os procedimentos legais.
No caso de Da Cunha, justamente esse procedimento está sendo questionado judicialmente.
O episódio da agressão contra a ex-companheira
A trajetória do deputado também inclui outro episódio de natureza completamente diferente.
Em 2023, a ex-companheira de Da Cunha, a nutricionista Betina Raísa Grusiecki Marques, registrou boletim de ocorrência e acusou o parlamentar de agressões físicas, ameaças e violência doméstica.
Segundo o relato apresentado no registro policial, ela teria afirmado que Da Cunha a xingou, ameaçou matá-la, bateu sua cabeça contra uma parede e tentou enforcá-la.
Ela também pediu medida protetiva. ([turn648530search17]
Da Cunha negou as acusações.
Esse episódio não é a causa da demissão da Polícia Civil.
A investigação administrativa que levou à punição está relacionada às condutas funcionais atribuídas ao delegado.
A medida protetiva não implica perda automática do mandato
O caso de violência doméstica também não produz automaticamente a perda do mandato parlamentar.
A medida protetiva possui natureza cautelar e está vinculada ao procedimento criminal.
Segundo as informações divulgadas, uma eventual perda da cadeira de deputado dependeria de uma condenação e do esgotamento das possibilidades de recurso, conforme as circunstâncias jurídicas aplicáveis. ([turn648530search17]
Portanto, os dois casos precisam ser tratados separadamente.
A política por trás do personagem
Delegado Da Cunha é um exemplo particularmente claro da transformação de agentes de segurança em personagens políticos.
Sua imagem foi construída pela exposição permanente das operações policiais.
A linguagem usada nos vídeos, a apresentação de prisões e a exploração de ações contra facções ajudaram a criar uma identidade eleitoral.
O problema aparece quando o espetáculo das redes sociais entra em choque com as regras que deveriam governar uma instituição policial.
Polícia não é estúdio
Essa talvez seja a questão central da trajetória de Da Cunha.
Uma operação policial possui finalidade pública.
Uma produção para redes sociais possui finalidade de comunicação e, potencialmente, de construção de audiência.
Quando as duas coisas são misturadas, surgem conflitos.
A Polícia Civil não existe para produzir conteúdo para um delegado.
Viaturas, armamentos, agentes, vítimas e operações existem para cumprir funções de segurança pública.
Essa é uma das razões pelas quais a Corregedoria considerou graves as condutas investigadas.
A dimensão política da decisão de Tarcísio
A demissão também possui repercussão política porque Tarcísio de Freitas é uma das principais lideranças da direita brasileira e Da Cunha construiu sua própria carreira em um campo político semelhante.
O deputado tornou-se conhecido por uma postura conservadora e por discursos duros sobre segurança pública.
Mesmo assim, o governador decidiu aplicar a punição recomendada no processo administrativo.
Isso demonstra que a decisão, ao menos formalmente, foi tratada como questão disciplinar e não como alinhamento político.
Um caso diferente de perseguição política
A defesa de Da Cunha poderá sustentar que houve problemas processuais.
Isso agora será examinado pela Justiça.
Mas também é necessário registrar que o processo não nasceu em 2026.
As acusações são anteriores ao governo Tarcísio.
A Corregedoria e o Conselho da Polícia Civil já haviam analisado os fatos durante administrações anteriores.
Portanto, a cronologia não sustenta, por si só, a tese de que a demissão tenha sido uma decisão criada especificamente para atingir o deputado em 2026.
A questão do devido processo
Ao mesmo tempo, o fato de o processo ser antigo não elimina a necessidade de respeitar o devido processo legal.
É exatamente esse o ponto levantado pelo TJ-SP.
Mesmo uma acusação grave não permite que o Estado ignore o direito de defesa.
A Justiça entendeu que havia elementos suficientes para suspender provisoriamente a punição enquanto examina se o processo observou todas as garantias necessárias.
Essa é uma distinção essencial.
Uma coisa é discutir se Da Cunha praticou as condutas atribuídas a ele. Outra é verificar se a Administração Pública seguiu corretamente o procedimento para puni-lo.
O caso ainda não terminou
A liminar concedida pelo TJ-SP não encerra o processo.
O tribunal ainda deverá analisar o mérito.
Da Cunha continua sendo deputado federal.
O processo disciplinar poderá voltar a produzir efeitos caso a Justiça considere regular a decisão administrativa.
Também existe a possibilidade de manutenção ou ampliação das medidas judiciais, dependendo do julgamento.
A disputa entre três instituições
O caso agora envolve três esferas de poder.
O Executivo paulista, representado por Tarcísio de Freitas, decidiu pela demissão.
O Legislativo federal, por meio do mandato de Carlos Alberto da Cunha, permanece preservado.
E o Judiciário paulista suspendeu provisoriamente a punição.
A disputa demonstra como decisões administrativas podem ser submetidas ao controle judicial, principalmente quando há alegações de violação de garantias processuais.
O peso das redes sociais
O caso também coloca novamente em debate o papel dos policiais influenciadores.
As redes sociais abriram novas oportunidades para profissionais de segurança pública mostrarem seu trabalho, informarem a população e construírem audiência.
Mas também criaram riscos inéditos.
Operações policiais podem ser transformadas em espetáculo.
Vítimas podem ser expostas.
Informações sigilosas podem ser divulgadas.
E a busca por visualizações pode entrar em conflito com a necessidade de preservar investigações.
A trajetória de Delegado Da Cunha mostra exatamente essa tensão.
De fenômeno digital a problema disciplinar
O mesmo canal que o ajudou a conquistar milhões de seguidores também esteve relacionado aos episódios investigados pela Polícia Civil.
A transformação de operações em conteúdo foi uma das marcas de sua carreira.
O sucesso digital ajudou a levá-lo à política.
Mas, anos depois, os procedimentos disciplinares relacionados a esse modelo de atuação resultaram em uma punição severa.
A história é um exemplo de como a exposição pode ser simultaneamente instrumento de ascensão e fonte de vulnerabilidade.
O que Tarcísio precisa enfrentar agora
Para o governo paulista, a decisão judicial cria uma situação delicada.
Tarcísio já tomou sua decisão administrativa.
Agora terá de respeitar a determinação judicial enquanto a controvérsia é examinada.
Qualquer nova medida terá de observar os fundamentos apresentados pelo TJ-SP.
O governador, portanto, não possui mais a palavra final sobre o destino funcional de Da Cunha.
O que Da Cunha precisa provar
Para o deputado, o caminho também não terminou.
A liminar não apaga os fatos investigados.
Sua defesa ainda precisará demonstrar que houve, de fato, irregularidade no procedimento administrativo capaz de invalidar a punição.
Enquanto isso, as acusações sobre encenação de operações e uso da estrutura policial continuam fazendo parte do histórico do processo.
Conclusão
Carlos Alberto da Cunha, o Delegado Da Cunha, tornou-se deputado federal depois de construir uma carreira nacional como delegado-influenciador, utilizando o YouTube e outras redes sociais para divulgar operações da Polícia Civil de São Paulo.
A mesma estratégia de exposição, entretanto, acabou no centro de processos disciplinares que investigaram a suposta encenação de operações policiais, a divulgação de informações e o uso da estrutura pública para autopromoção. ([turn648530search17]turn648530search20)
Tarcísio de Freitas decidiu demiti-lo em 3 de setembro de 2026, aplicando a pena de demissão a bem do serviço público. ([turn648530search18]
Mas, poucas horas depois, o Tribunal de Justiça de São Paulo suspendeu liminarmente os efeitos da decisão, apontando questionamentos preliminares sobre o direito de defesa e o contraditório no processo administrativo. ([turn648530search22]turn648530search19)
O deputado continua no exercício do mandato federal.
A demissão, por enquanto, está suspensa.
E o caso ainda precisa ser decidido definitivamente pela Justiça.
A história de Delegado Da Cunha, portanto, está longe de terminar. Ela reúne polícia, redes sociais, política, processos disciplinares e Judiciário em uma trajetória que começou com a transformação de operações policiais em conteúdo digital e chegou ao Congresso Nacional.
Agora, o ponto decisivo será saber não apenas se as condutas atribuídas ao parlamentar justificam a punição, mas também se o Estado de São Paulo cumpriu rigorosamente todas as garantias necessárias para impor uma das sanções mais graves previstas para um servidor público.