
Quem protege o bandido? Empresário é proibido de mostrar vídeo de furto em sua loja
Em vez de punir os ladrões, autoridades miram quem tenta se defender. Havan é obrigada a apagar vídeos de criminosos roubando — tudo em nome da “privacidade”
Vivemos tempos tão absurdos que, agora, quem se revolta com o crime é que acaba punido. A rede de lojas Havan foi notificada pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e, por ordem do órgão, teve que retirar do ar os vídeos que mostravam ladrões roubando produtos dentro das lojas. A justificativa? Os rostos dos criminosos estavam visíveis, o que supostamente fere a “privacidade” deles.
Sim, você não leu errado: os bandidos invadem uma loja, pegam o que querem, saem andando, e quem acaba tendo que se calar é o dono do negócio. O empresário Luciano Hang foi obrigado a apagar os vídeos da série “Amostradinhos do Mês”, onde mostrava, com as imagens das câmeras de segurança, as cenas do furto — como forma de denunciar o descaso e alertar a população.
A decisão revoltou não apenas o empresário, mas também quem acredita no mínimo de justiça e coerência. Afinal, como é possível que um ladrão tenha o direito de não ser exposto enquanto comete um crime, mas o dono da loja não possa sequer mostrar o que sofreu?
O recado que fica é perigoso: no Brasil de hoje, o cidadão que trabalha, que paga imposto e que tenta proteger seu patrimônio, precisa pisar em ovos para não “violar os direitos” de quem o assalta.
Enquanto isso, os verdadeiros agredidos — os comerciantes, os trabalhadores, os consumidores — ficam à mercê do medo, do prejuízo e do silêncio forçado.