
Rainha Sem Coroa: Janja Brilha na COP-30 Enquanto o Caixa Some
Governo despeja milhões na OEI enquanto a conferência acumula goteiras, incêndios e mais problemas do que respostas
O que era para ser uma vitrine internacional virou praticamente um reality show de improviso caro. A COP-30, sediada em Belém, já consumiu R$ 350 milhões do governo Lula só para a Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI) — aquela mesma entidade que, em tempos recentes, chegou a oferecer um carguinho maroto para Janja, que não tem função pública, mas desfila como se tivesse acabado de ser coroada num salão de Versailles.
Os contratos com a OEI chegam a R$ 530 milhões, e o mais impressionante é que não existe previsão de multa caso a organização entregue algo… digamos… “aquém do ideal”. E olha que fogo, alagamento e calor sufocante já não faltaram no evento. A ONU, inclusive, teve que mandar carta pedindo “reparos urgentes” — quando a ONU precisa reclamar, é porque a coisa já passou do limite do aceitável.
Enquanto isso, o governo diz que está “monitorando eventuais falhas”, numa calma quase zen, como se o público não tivesse visto pavilhões pegando fogo e delegações fugindo de fumaça dentro da área VIP. Segundo a OEI, no entanto, está tudo maravilhoso: “edição histórica”, “recorde de visitantes”, e qualquer crítica parece mero detalhe climático.
Mas onde entra Janja nessa história?
Ah, Janja. A primeira-dama que não tem cargo, mas tem trânsito, influência e — aparentemente — orçamento. Lá atrás, em 2023, chegou a posar sorridente ao lado da cúpula da OEI como futura coordenadora de uma rede internacional. O cargo nunca vingou oficialmente, mas a relação ficou, e ficou forte.
E agora, no meio de contratos milionários sem licitação — algo permitido por ser entidade internacional — a OEI bate recordes de arrecadação no governo Lula. Coincidência, claro. Mas uma coincidência tão reluzente que até as luzes da COP devem ter piscado ao notar.
Um evento que custa muito e entrega pouco
Os números não deixam dúvidas: a OEI nunca viu tanta bonança. São R$ 710 milhões só neste governo, contra cerca de R$ 78 milhões na era Bolsonaro. O salto é tão absurdo que parece até inflação emocional.
E tudo isso enquanto a conferência enfrenta:
- incêndio em área restrita,
- 21 pessoas atendidas,
- alagamentos,
- goteiras estratégicas,
- falta de comida,
- portas que não fecham,
- e participantes desesperados fugindo de riscos elétricos.
Mas, segundo a organização, está tudo “sob controle”.
EBC, contratos e o tal ‘faz-tudo’
O governo ainda entregou à OEI a produção jornalística e de comunicação do evento, com contratos que chegam a quase R$ 28 milhões. A OEI virou tipo a entidade faz-tudo: monta, organiza, comunica, produz, coordena… e, claro, recebe.
Enquanto isso, Janja segue voando
Sem cargo público, sem limitações formais e sem muita discrição, Janja aparece em fotos, eventos e agendas oficiais como se tivesse um ministério próprio. O problema não é participar — é participar gastando como se não houvesse amanhã, com dinheiro de quem rala pra pagar imposto.
E no fim, o Brasil entrega ao mundo uma COP luxuosa no papel e caótica na prática — e uma primeira-dama cuja influência cresce mais rápido que os custos da conferência.