Silêncio cúmplice: Lula ignora Nobel da Paz concedido à opositora de Maduro

Silêncio cúmplice: Lula ignora Nobel da Paz concedido à opositora de Maduro

Enquanto o mundo celebra María Corina Machado por enfrentar a ditadura venezuelana, o governo brasileiro finge que nada aconteceu — afinal, criticar o amigo Maduro nunca fez parte da cartilha do Planalto.

Três dias depois de a venezuelana María Corina Machado ser anunciada como vencedora do Prêmio Nobel da Paz, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Itamaraty continuam calados. Nenhuma nota oficial, nenhum comentário, nenhum gesto mínimo de reconhecimento. Um silêncio que, por si só, fala muito.

A premiada é uma das vozes mais firmes contra a ditadura de Nicolás Maduro, o velho aliado de Lula e figura tratada com luvas de veludo pelo governo petista. Enquanto Donald Trump, Michel Temer e líderes de vários países latino-americanos a cumprimentaram por sua coragem, o Brasil optou pelo constrangido “não vi, não sei, não comento”.

Machado, que vive na clandestinidade, dedicou o prêmio ao ex-presidente americano e tem denunciado há anos o regime de Maduro, que destruiu as instituições democráticas da Venezuela e barrou ilegalmente sua candidatura presidencial. Mesmo diante desse histórico, o governo brasileiro prefere desviar o olhar — como quem fecha as janelas para não ouvir o vizinho pedindo socorro.

Lula, que nunca escondeu a simpatia por regimes autoritários travestidos de “revoluções populares”, agora se vê diante de um prêmio que escancara o contraste entre quem luta pela liberdade e quem se cala diante da opressão.

O assessor especial da Presidência, Celso Amorim, tentou justificar o desconforto dizendo que o Nobel “priorizou a política em relação à paz”. Uma frase que parece saída de um manual de relativismo moral, típico de quem sempre encontra um jeito de desculpar ditadores e culpar o Ocidente.

Enquanto Maria Corina Machado é homenageada por sua resistência e coragem, Lula e seu Itamaraty preferem o silêncio — o mesmo silêncio que ecoa nas prisões venezuelanas, onde opositores são torturados por desafiar o poder.

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