
STF libera convocados da CPMI do INSS para ficarem em silêncio
Ministros Kassio Nunes Marques e Luiz Fux concedem habeas corpus a advogado e sócio do “Careca do INSS”
O Supremo Tribunal Federal decidiu nesta quinta-feira (18) que dois investigados pela Operação Sem Desconto não serão obrigados a responder às perguntas na CPMI do INSS. O advogado Nelson Wilians, já citado em relatórios da Polícia Federal e do Coaf, e Rubens Oliveira Costa, sócio de Antonio Carlos Camilo Antunes — o “Careca do INSS” —, conseguiram habeas corpus que lhes garante o direito de permanecer em silêncio.
A medida segue a praxe em convocações parlamentares: o depoente precisa comparecer, mas não pode ser forçado a produzir provas contra si.
Wilians, que já aparece em movimentações financeiras de mais de R$ 4 bilhões, também teria feito repasses milionários para campanhas políticas, inclusive de membros da própria comissão. Já Costa, apontado como operador do esquema, movimentou quase R$ 1 milhão em saques de empresas ligadas a Antunes e aparece como sócio em consultorias usadas para lavar dinheiro suspeito.
Mesmo com o silêncio dos convocados, a CPMI aposta em documentos e relatórios da PF e do Coaf para seguir desvendando o esquema bilionário que drenou recursos do INSS e beneficiou lobistas, empresários e servidores públicos.