
CPMI do INSS transforma convocações em convites e tira obrigação de autoridades comparecerem
Ministros de Lula e ex-integrantes do governo Bolsonaro só irão se aceitarem o convite da comissão
A CPMI do INSS decidiu, nesta quinta-feira (18), trocar as convocações que havia aprovado para ouvir autoridades por simples convites — que não têm caráter obrigatório. Na prática, isso significa que nomes de peso, como Andrei Rodrigues (diretor-geral da PF), Jorge Messias (AGU), Vinícius de Carvalho (CGU) e Bruno Bianco (ex-AGU e ex-secretário do governo Bolsonaro), só comparecerão se quiserem.
A mudança foi justificada como uma forma de manter o diálogo sem criar atritos desnecessários, segundo o relator Alfredo Gaspar (União-AL). Parlamentares governistas defenderam a medida como um gesto de respeito institucional.
Mas a decisão dividiu a comissão: opositores afirmam que a “flexibilização” pode enfraquecer a investigação sobre o esquema bilionário de fraudes no INSS, que lesou aposentados e pensionistas em todo o país.
Mesmo com o clima de desconfiança, a CPMI seguirá ouvindo testemunhas e analisando documentos enviados pela Polícia Federal, enquanto tenta avançar na apuração dos desvios.