
“STF libera visitas de Nikolas Ferreira e Magno Malta a Bolsonaro, mas impõe vigilância rígida”
Decisão de Alexandre de Moraes autoriza entrada de aliados do ex-presidente em sua casa, mas reforça controle da Polícia Federal e inspeções em todos os veículos.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta terça-feira (11/11/2025) que o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e o senador Magno Malta (PL-ES) visitem o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar desde agosto.
A permissão faz parte do processo que investiga a suposta tentativa de golpe de Estado.
Segundo a decisão, Magno Malta poderá visitar Bolsonaro na terça-feira, 18 de novembro, e Nikolas Ferreira, na sexta-feira, 21 de novembro. As visitas estão limitadas ao período entre 9h e 18h, sob fiscalização direta da Polícia Federal, responsável pelo controle de entrada e saída na residência.
Além deles, outros aliados políticos também tiveram a visita aprovada, como os deputados Alfredo Gaspar (União-AL) e Marcel Van Hattem (Novo-RS), a influenciadora Bárbara Destefani e o ex-ministro Adolfo Sachsida.
Moraes determinou ainda vistorias em todos os veículos que entrarem ou deixarem o local, reforçando a vigilância sobre Bolsonaro, que segue monitorado por tornozeleira eletrônica e tem restrições severas de comunicação.
A medida, segundo o ministro, busca garantir que as condições da prisão domiciliar sejam integralmente cumpridas.
A decisão atendeu a um pedido da defesa do ex-presidente, que argumentou que as visitas têm caráter político e afetivo, sendo importantes para a manutenção de seu equilíbrio emocional e para tratativas relacionadas ao partido.
Na semana anterior, o STF havia mantido por unanimidade a condenação de Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão, pelos crimes de tentativa de golpe de Estado e abolição do Estado Democrático de Direito — decisão que consolidou o entendimento de que o ex-presidente teve participação direta nas articulações para deslegitimar as eleições de 2022.
Sob o olhar permanente do Supremo, Bolsonaro vive agora cercado por câmeras, fiscais e limites. Mesmo em casa, o ex-presidente segue prisioneiro — não apenas das grades invisíveis do Estado, mas do poder de uma Corte que dita até quem pode bater à sua porta.