
Tarcísio defende ação da PM na USP e critica atos de vandalismo na Reitoria
Governador afirma que universidade deve ser espaço de ensino, e não de depredação
O governador Tarcísio de Freitas manifestou apoio à atuação da Polícia Militar na desocupação da Reitoria da Universidade de São Paulo, realizada na madrugada do último domingo (10), após dias de ocupação promovida por estudantes em meio à greve universitária.
Segundo o governador, a ação policial ocorreu “dentro dos limites da legalidade” e foi necessária diante de episódios de invasão, destruição de patrimônio público e desordem dentro de um espaço financiado pela população.
“A universidade é um espaço de debate, conhecimento e pesquisa, mas não pode virar local de baderna, depredação e destruição do patrimônio público”, afirmou Tarcísio durante evento oficial do governo paulista.
A ocupação da Reitoria teve início após manifestações ligadas à greve de alunos da USP, Unicamp e Unesp. O movimento reivindica reajuste nos auxílios estudantis, melhorias na moradia universitária e investimentos na infraestrutura dos campi. Apesar das reivindicações, setores da sociedade criticaram a forma como o protesto foi conduzido, principalmente após a invasão do prédio e danos registrados no patrimônio público.
Governo destaca defesa do patrimônio público
Durante a operação, a Polícia Militar retirou cerca de 150 manifestantes do prédio. A Secretaria de Segurança Pública informou que a ação teve como objetivo restabelecer a ordem e garantir a preservação do espaço público.
O governo estadual reforçou que universidades públicas pertencem à população e devem permanecer abertas ao ensino, à pesquisa e ao livre acesso dos estudantes, sem ocupações consideradas ilegais ou atos de vandalismo.
Além disso, a polícia informou que objetos contundentes, armas brancas e entorpecentes foram encontrados no local após a desocupação. Um boletim de ocorrência por dano ao patrimônio público foi registrado.
Críticas aos atos de violência e depredação
A ocupação também gerou forte reação de parte da opinião pública, que repudiou cenas de destruição, derrubada de portões e confrontos dentro da universidade. Para muitos, manifestações são legítimas dentro da democracia, mas perdem credibilidade quando ultrapassam os limites do diálogo e atingem o patrimônio coletivo.
Enquanto lideranças estudantis denunciaram supostos excessos na ação policial, o governo estadual sustentou que a atuação da PM foi necessária para conter irregularidades e garantir a segurança institucional.
A própria USP declarou posteriormente que segue aberta ao diálogo com os estudantes, mas ressaltou a importância da manutenção da ordem e do direito de circulação dentro da universidade.
Debate sobre limites dos protestos continua
O episódio reacendeu discussões sobre os limites entre manifestação estudantil, ocupação de prédios públicos e atuação das forças de segurança. De um lado, estudantes defendem maior investimento em permanência estudantil; de outro, cresce a cobrança por responsabilidade e preservação do patrimônio público.
Para apoiadores do governo estadual, a postura firme adotada por Tarcísio demonstra compromisso com a ordem pública, o respeito às instituições e a defesa dos espaços financiados pela população paulista.