Tarcísio troca comando da Segurança em SP e aposta em um nome de “linha de frente”

Tarcísio troca comando da Segurança em SP e aposta em um nome de “linha de frente”

Nico Gonçalves assume a pasta em meio a expectativas altas, pressão por resultados e aquele velho ritual político que tenta parecer novidade.

O governo de São Paulo decidiu mexer no tabuleiro da Segurança Pública mais uma vez. Na próxima segunda-feira, Tarcísio de Freitas deve anunciar oficialmente que o delegado Osvaldo Nico Gonçalves será o novo secretário da Segurança Pública — uma escolha que já circulava pelos bastidores e que agora se confirma.

Nico, que hoje é secretário-executivo da pasta, entra no lugar de Guilherme Derrite, que deixa o posto para reassumir sua cadeira de deputado federal. Antes mesmo do anúncio público, Tarcísio telefonou para Nico nesta sexta-feira, fez o convite, e — depois de conversar com a família — o delegado deu o “sim”.

Segundo apurações, o governador reforçou que a missão é clara: polícia na rua e criminalidade para baixo. Nada muito diferente do que qualquer governo promete — mas sempre soa como se fosse uma grande revolução prestes a acontecer.

Nos corredores do Palácio dos Bandeirantes, muita gente comenta que pesou a favor de Nico seu currículo extenso e a fama de ser um homem da rua, não apenas de gabinete. É, de longe, um dos rostos mais conhecidos da Polícia Civil de São Paulo. Não por acaso: são mais de 40 anos de carreira, alguns episódios icônicos e prisões que ficaram na memória do país.

Quem acompanha segurança pública lembra:
– em 2005, no Morumbi, ele deu voz de prisão a um jogador argentino por racismo;
– esteve envolvido na prisão de Maurício Hernandez Norambuena, sequestrador de Washington Olivetto;
– participou da captura de figuras como Pimenta Neves e o médico Roger Abdelmassih.

Para Tarcísio, a equação parece simples: manter a alternância no comando, mas sem perder a continuidade do que já vinha sendo feito. Nos bastidores, outro nome que chegou a ser cogitado foi o de Marcello Streifinger, da Administração Penitenciária, mas ele permanece onde está — e bem avaliado.

O anúncio deve acontecer com pompa e circunstância: justamente na cerimônia de aniversário da Rota, no mesmo palco onde Derrite foi apresentado como secretário lá em 2022. O evento ainda vai homenagear nomes como o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o governador do Rio, Cláudio Castro.

No fim das contas, tudo segue aquele roteiro quase ritualístico da política paulista: mudanças anunciadas sob aplausos, promessas de eficiência e aquela esperança — sempre renovada — de que agora vai. Se vai mesmo, só o tempo mostra. Mas que o Estado continua necessitando de resultados reais, isso já é evidente há muito tempo.

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