Tarcísio vai ao STF em meio a tensão política para se reunir com Fachin

Tarcísio vai ao STF em meio a tensão política para se reunir com Fachin


O governador de São Paulo desembarca em Brasília para discutir com o presidente do Supremo uma disputa bilionária sobre ICMS no setor de combustíveis — e tenta se reaproximar após ausências que geraram ruído.

Dois dias depois do encontro entre Lula e Donald Trump na Malásia, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), desembarca em Brasília nesta terça-feira (28/10) para uma reunião estratégica no Supremo Tribunal Federal (STF).

O encontro será com o ministro Edson Fachin, atual presidente da Corte, e o tema na mesa é pesado: a sonegação de ICMS no setor de combustíveis — uma disputa que envolve quase R$ 10 bilhões em débitos. Tarcísio estará acompanhado da procuradora-geral do Estado, Inês Coimbra, em busca de um acordo que evite mais perdas para os cofres paulistas.

⚖️ Um reencontro político e institucional

Essa será a primeira conversa direta entre Tarcísio e Fachin desde que o ministro assumiu a presidência do Supremo, em 29 de setembro. O governador, embora estivesse em Brasília no dia da posse, optou por não comparecer à cerimônia, o que causou mal-estar entre ministros do STF e até entre aliados da direita.

Naquele mesmo dia, Tarcísio preferiu visitar Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar na capital federal. A ausência foi interpretada como um gesto político, e agora o governador tenta restabelecer pontes com a Corte.

💰 O nó fiscal que move o encontro

De acordo com estimativas do governo paulista, o setor de combustíveis deve mais de R$ 9,8 bilhões em ICMS. A reunião com Fachin busca encontrar uma saída jurídica e fiscal coordenada para o impasse, que afeta não apenas São Paulo, mas outros estados também.

A visita ocorre em um momento delicado: o prazo para Jair Bolsonaro apresentar seu último recurso no “inquérito do golpe” se encerra justamente nesta segunda-feira (27/10). O clima político em Brasília promete ser tenso — e Tarcísio, que tem sido visto como um possível herdeiro do bolsonarismo, entra na semana pisando em terreno minado.

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