Temer confirma contrato com Banco Master e defende impedimento de ministros do STF no caso

Temer confirma contrato com Banco Master e defende impedimento de ministros do STF no caso

Ex-presidente afirma que prestou consultoria ao banco antes da liquidação e destaca necessidade de imparcialidade no Supremo

O ex-presidente Michel Temer confirmou que manteve vínculo profissional com o Banco Master antes da liquidação da instituição pelo Banco Central, em novembro do ano passado. A declaração foi feita em entrevista e reacendeu o debate sobre possíveis conflitos de interesse envolvendo o caso.

Segundo Temer, sua atuação foi restrita a um trabalho de consultoria e mediação, pelo qual recebeu honorários. O contrato, de acordo com ele, foi encerrado sem que houvesse um desfecho prático.

Defesa de imparcialidade no STF

Durante a entrevista, o ex-presidente chamou atenção para um ponto sensível: a atuação de ministros do Supremo Tribunal Federal no julgamento de temas ligados ao banco.

Para Temer, magistrados que tenham qualquer tipo de ligação indireta com o caso — especialmente por meio de familiares ou escritórios de advocacia — devem se declarar impedidos, seguindo o que determina a legislação.

Ele afirmou confiar que os próprios ministros saberão reconhecer eventuais conflitos e agir com responsabilidade institucional.

Reunião com figuras-chave

Temer também confirmou ter participado de um encontro em Brasília com Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, além do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, e do presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.

O conteúdo da reunião, no entanto, não foi detalhado. O ex-presidente alegou que o sigilo faz parte da ética profissional na advocacia e deve ser respeitado.

Honorários e contratos sob análise

Outro ponto abordado foi o pagamento de valores elevados a escritórios de advocacia ligados ao caso. Temer destacou que cada profissional define seus próprios critérios de cobrança, defendendo a legalidade dos contratos firmados.

Ele também comentou serviços prestados por bancas jurídicas envolvidas, ressaltando que algumas atuavam de forma ampla, não apenas na esfera judicial.

Impactos políticos do caso

Ao avaliar o cenário político, Temer indicou que os desdobramentos do caso Banco Master ainda devem gerar efeitos mais intensos nos próximos meses, especialmente com a proximidade das convenções partidárias.

Segundo ele, o episódio já provoca desgaste no ambiente institucional e pode influenciar o debate político nacional.

Relação com ministros do STF

Por fim, o ex-presidente negou qualquer tentativa de interferência sobre decisões judiciais, inclusive em relação ao ministro Alexandre de Moraes, indicado por ele ao Supremo.

Temer afirmou que Moraes possui independência para decidir e que nunca houve orientação ou influência de sua parte em casos analisados pela Corte.

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