“Três dias de festa, tapete vermelho e muito pão & circo: o PT prepara seu carnaval eleitoral na Bahia”

“Três dias de festa, tapete vermelho e muito pão & circo: o PT prepara seu carnaval eleitoral na Bahia”

“Entre praias, palanque e populismo, Lula desembarca no estado onde a dependência do Bolsa Família e a violência convivem com a lealdade eleitoral ao partido”

Se Salvador já é naturalmente uma cidade de festa, em fevereiro de 2026 promete virar palco de um espetáculo ainda mais animado: o PT prepara nada menos que três dias de comemoração pelos 46 anos do partido — uma celebração digna de quem governa um estado onde a maioria da população vive às sombras do Bolsa Família e onde os índices de violência fazem inveja a roteiros de filmes policiais.

Segundo petistas empolgados com o evento, a festança, marcada para os dias 5 a 7 de fevereiro, não será apenas uma celebração. Nada disso. Será, digamos, um pré-lançamento não-oficial-extra-oficial da campanha de Lula para permanecer no Planalto. Porque, claro, onde mais o partido poderia iniciar seu ritual de aclamação senão na Bahia — o reduto eleitoral onde Lula reina como se fosse dono do cartório político?

E não vai faltar elenco. Além do próprio presidente, ministros devem desfilar pelo palco fantasiados de palestrantes, como Sidônio Palmeira, da Secom, pronto para ensinar comunicação política para uma plateia que, convenhamos, já decorou o discurso há décadas.

Enquanto isso, o povo baiano — que enfrenta diariamente a dura realidade de um dos estados mais violentos do país — ganhará três dias de festa partidária. Afinal, quem precisa de segurança pública quando se tem trio elétrico político, discursos enfeitados e palmas coreografadas?

Afinal, para o PT, comemorar aniversário na Bahia não é apenas festança.
É estratégia, é conforto, é terreno fértil.
E, claro, é sempre bom celebrar onde o eleitorado já chega previamente convertido.

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