Troca-troca partidário cobra preço: Justiça cassa mandato de Ortiz Junior

Troca-troca partidário cobra preço: Justiça cassa mandato de Ortiz Junior

Deputado estadual perde cadeira por infidelidade partidária e tenta reverter decisão na Justiça. Suplente do PSDB é convocada para assumir vaga na Alesp.

O Diário Oficial do Estado de São Paulo publicou nesta sexta-feira (11) a oficialização da cassação do mandato do deputado estadual Ortiz Junior (Cidadania), conforme decisão do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP). O motivo? Infidelidade partidária.

A Assembleia Legislativa já se movimentou: o presidente da Casa, André do Prado (PL), convocou a suplente Damaris Dias (PSDB) para assumir a vaga já na próxima segunda-feira (14).

Ortiz, que foi prefeito de Taubaté e vinha ocupando a cadeira de deputado após a saída de Vinicius Camarinha (eleito prefeito de Marília), teve seu mandato cassado em uma votação apertada no TRE-SP: 4 votos a 3. O desempate veio do presidente da corte, desembargador Silmar Fernandes, que decidiu a favor da perda do mandato. Para ele, a saída de Ortiz do PSDB e sua posterior refiliação não foram justificadas legalmente.

A defesa do deputado afirma que já recorreu da decisão e aguarda um possível efeito suspensivo, mantendo a confiança nas instituições e na Justiça Eleitoral.

Três partidos em menos de um ano

Ortiz Junior foi eleito suplente em 2022 pelo PSDB. Em 2024, deixou a sigla para tentar ser prefeito de Taubaté pelo Republicanos, partido do governador Tarcísio de Freitas. Derrotado nas urnas, tentou retornar ao ninho tucano — movimento que o PSDB considerou irregular. Em março de 2025, migrou de novo, agora para o Cidadania.

Essa dança partidária foi o estopim da ação movida pelo PSDB e por Damaris Moura, que alegaram que a refiliação de Ortiz foi oportunista e sem respaldo legal.

PSDB diz “não” à volta

O PSDB nacional declarou nula a tentativa de retorno de Ortiz, o que acabou reforçando os argumentos da ação por infidelidade. O entendimento foi de que ele só voltou ao partido para tentar manter seu espaço na Assembleia — e que isso feria as regras da federação PSDB/Cidadania.

Agora, a disputa se desenrola nos tribunais. Ortiz tenta se manter no cargo e Damaris Dias, segunda suplente, aguarda para tomar posse oficialmente. Uma história que mistura vaivéns partidários, interesses eleitorais e o peso das regras que, apesar de ignoradas por muitos, às vezes cobram a conta.

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