
Trump admite que ligou para presidente da FIFA e pediu revisão da suspensão de Balogun; entidade liberou atacante para duelo decisivo
Presidente dos Estados Unidos confirmou contato com Gianni Infantino após cartão vermelho do atacante Folarin Balogun; decisão inédita da FIFA gerou repercussão internacional e críticas da Federação Belga.
A eliminação do Brasil da Copa do Mundo acabou dividindo espaço com outra polêmica que ganhou repercussão internacional. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou que entrou em contato com o presidente da FIFA, Gianni Infantino, para pedir a revisão da suspensão do atacante Folarin Balogun, principal referência ofensiva da seleção norte-americana.
A informação havia sido divulgada inicialmente pelo jornal The New York Times, que revelou, com base em fontes ligadas ao caso, que Trump telefonou para Infantino na quarta-feira (1º), poucas horas depois de Balogun ser expulso na partida contra a Bósnia e Herzegovina.
Na ocasião, o atacante recebeu cartão vermelho direto e, conforme o regulamento da competição, teria que cumprir suspensão automática nas oitavas de final contra a Bélgica.
No entanto, apenas quatro dias depois, a FIFA surpreendeu o mundo do futebol ao anunciar que Balogun estaria liberado para atuar normalmente no confronto decisivo.
Pouco depois da decisão da entidade, Donald Trump comemorou publicamente o desfecho em sua rede social, Truth Social.
“Obrigado à FIFA por fazer o que era certo e reverter uma grande injustiça”, escreveu o presidente norte-americano.
Mais tarde, veículos americanos, entre eles o próprio The New York Times, informaram que a Casa Branca confirmou o contato entre Trump e Gianni Infantino, reforçando que o presidente realmente pediu a revisão da punição aplicada ao atacante.
Embora Trump tenha admitido a ligação e celebrado a decisão da FIFA, não há confirmação oficial de que o telefonema tenha sido o motivo da mudança da punição.
Decisão inédita desde 1962
A reversão chamou atenção porque casos desse tipo praticamente não existem na história da Copa do Mundo.
Segundo a imprensa internacional, trata-se da primeira vez desde 1962 que um jogador deixa de cumprir automaticamente uma suspensão por cartão vermelho durante um Mundial.
Para justificar a medida, a FIFA informou que aplicou o artigo 27 do Código Disciplinar da entidade.
Segundo o comunicado, a suspensão ficará em período probatório de um ano. Caso Balogun cometa outra infração semelhante durante esse prazo, a punição original será automaticamente restabelecida, além das sanções referentes ao novo lance.
Bélgica protesta
A decisão provocou forte reação da Federação Belga de Futebol, que afirmou ter sido surpreendida pela mudança de entendimento da FIFA.
Em nota oficial, a entidade informou que estuda todas as medidas possíveis e demonstrou preocupação com a quebra do padrão disciplinar adotado nas competições internacionais.
Veículos da imprensa europeia classificaram o episódio como “inusitado”, “controverso” e “sem precedentes” na história recente dos Mundiais.
Relação entre Trump e Infantino volta aos holofotes
O episódio também reacendeu discussões sobre a proximidade entre Donald Trump e Gianni Infantino.
Nos últimos anos, o presidente da FIFA participou de diversos eventos ao lado do líder norte-americano. Em 2025, a entidade chegou a conceder a Trump um prêmio honorário denominado Prêmio da Paz da FIFA, iniciativa que também gerou ampla repercussão internacional.
A coincidência entre o pedido feito por Trump e a posterior mudança da decisão disciplinar alimentou debates nas redes sociais e na imprensa esportiva.
Apesar disso, a FIFA não afirmou que a revisão ocorreu em razão da conversa entre os dois dirigentes e sustentou que a medida foi tomada com base exclusivamente em critérios previstos no Código Disciplinar da entidade.
Com Balogun liberado, os Estados Unidos ganharam um importante reforço para enfrentar a Bélgica nas oitavas de final da Copa do Mundo, em uma das decisões mais comentadas e controversas desta edição do torneio.