
Trump declara guerra aos móveis importados
Presidente dos EUA promete taxar o setor e diz que vai “salvar” fabricantes locais; Brasil pode sair no prejuízo
O presidente dos Estados Unidos resolveu mirar até na sala de estar dos americanos: anunciou que o país abriu uma investigação sobre móveis importados e que pretende aplicar tarifas para proteger a indústria local.
A promessa, feita em uma rede social, veio acompanhada de um prazo curto — em até 50 dias a análise será concluída. A justificativa oficial é fortalecer os fabricantes nacionais, mas na prática o recado é direto: quem vende sofás, camas e mesas de fora pode preparar o bolso.
O Brasil, que em 2024 exportou quase US$ 250 milhões em móveis para os EUA, já vê o risco de perder espaço no mercado. Para a Casa Branca, a medida é “patriótica”. Para os exportadores estrangeiros, parece mais um capítulo do protecionismo trumpista, agora disfarçado de zelo pelo lar norte-americano.
No fim das contas, a guerra comercial de Trump não para: ontem foi o aço, hoje são os móveis… e amanhã, quem sabe, até a almofada da poltrona entre na mira.