Trump mira Maduro: “Seus dias como presidente estão contados”

Trump mira Maduro: “Seus dias como presidente estão contados”

Em meio a tensões militares no Caribe, o líder americano volta a pressionar o regime venezuelano e deixa no ar a possibilidade de ataques

Durante uma entrevista à emissora CBS, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (2) acreditar que o tempo de Nicolás Maduro no poder da Venezuela “está chegando ao fim”. A declaração, embora breve, reacendeu o clima de tensão entre Washington e Caracas.

Questionado pela repórter se os dias de Maduro estariam contados, Trump respondeu de forma direta:

“Eu diria que sim. Acho que sim.”

A resposta foi compartilhada no perfil oficial do governo americano no X (antigo Twitter) e rapidamente ganhou repercussão internacional.

Quando o jornalista insistiu sobre a possibilidade de ataques terrestres à Venezuela, Trump foi evasivo — mas provocador:

“Eu não diria nem que sim, nem que não. E não contaria a uma repórter o que eu atacaria.”

Tropas em alerta e tensão no Caribe

As palavras de Trump vieram em meio a uma mobilização militar dos EUA na região do Caribe, oficialmente voltada ao combate ao narcotráfico, mas que Caracas interpreta como uma tentativa de mudança de regime.

O clima é de alerta. O governo de Trinidad e Tobago chegou a ordenar que suas forças armadas entrassem em “nível máximo de prontidão”, orientando os militares a se apresentarem em suas bases e prepararem suas famílias para possíveis confinamentos.

Enquanto isso, navios de guerra, caças F-35, um submarino nuclear e milhares de soldados americanos estão posicionados estrategicamente próximos ao território venezuelano. Desde setembro, mais de dez embarcações suspeitas de envolvimento com o tráfico de drogas foram destruídas — o que resultou em mais de 60 mortes.

A Venezuela reagiu chamando as ações dos EUA de “provocação militar”. O próprio Maduro acusou Washington de querer “se apoderar das riquezas venezuelanas” sob o pretexto de combater o narcotráfico.

ONU condena operações americanas

As críticas também vieram da Organização das Nações Unidas (ONU). O alto comissário para os Direitos Humanos, Volker Türk, classificou os ataques a embarcações no Caribe e no Pacífico como “execuções extrajudiciais” e pediu o fim imediato das ações.

“Esses ataques, com seu crescente custo humano, são inaceitáveis. Os Estados Unidos devem tomar medidas para evitar a execução sumária de pessoas, independentemente de qualquer suposta atividade criminosa”, declarou Türk em comunicado.

Mesmo diante das pressões internacionais, Trump manteve o tom desafiador. Na sexta-feira (31), afirmou que “não planeja atacar a Venezuela”, mas suas declarações posteriores sugerem o contrário — deixando o mundo sem saber se o presidente fala com intenção real ou apenas joga com o medo e a dúvida.

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