
Trump perde a paciência e dá ultimato a Putin: “10 dias para parar a guerra”
Presidente dos EUA endurece discurso e ameaça sanções, cansado de promessas vazias do Kremlin e da escalada de violência na Ucrânia
Depois de meses tentando manter a diplomacia viva, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mudou drasticamente o tom com Vladimir Putin nesta segunda-feira (28). Em uma declaração direta e sem espaço para ambiguidade, Trump deu de 10 a 12 dias para o presidente russo encerrar a guerra na Ucrânia, afirmando estar cansado da falta de resultados e da continuidade dos ataques a civis.
— “Não vejo por que esperar mais. Já passou da hora. Não há progresso algum”, disse Trump a jornalistas em solo britânico, durante uma reunião com o primeiro-ministro Keir Starmer, na Escócia.
No último dia 14, Trump havia estabelecido um prazo de 50 dias para que o Kremlin firmasse um cessar-fogo. Mas, duas semanas depois, ele voltou atrás, encurtou o prazo e endureceu o discurso. Segundo o republicano, as conversas com Putin já duraram horas — algumas produtivas, outras frustrantes —, mas nenhuma levou a um verdadeiro avanço.
— “Conversamos bem, tivemos bons momentos… e então, de repente, mísseis caem em Kiev. Pessoas morrem. Chega.”
Troca de promessas por pressões
A mudança de postura representa o fim de uma tentativa de diplomacia direta com o Kremlin. Trump vinha apostando em um canal aberto com Putin, tentando costurar um acordo sem recorrer à força. Mas a paciência do americano se esgotou diante da sequência de ataques russos, especialmente sobre Kiev.
Agora, as ameaças são claras: sanções não apenas contra a Rússia, mas também contra países que continuarem comprando petróleo e outros recursos russos — como China, Índia e Turquia, que seguem entre os principais parceiros comerciais do Kremlin desde o início do conflito.
Negociações emperradas
Apesar de algumas tentativas de retomada do diálogo — como os encontros recentes na Turquia —, os avanços foram mínimos. A Rússia chegou a enviar uma delegação para conversar com a Ucrânia, mas Putin não compareceu pessoalmente. O máximo que se conseguiu foram acordos pontuais para troca de soldados feridos e corpos de militares.
A possibilidade de uma conversa direta entre Putin e o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky ainda está no ar, mas nada foi confirmado. Enquanto isso, a pressão internacional cresce, e o tempo corre.
Fim da linha para o “tom amigável”
A fala de Trump deixa claro que a era do diálogo paciente acabou. O líder norte-americano disse que não quer mais saber de promessas ou “conversas agradáveis” que terminam em bombardeios.
— “Ele [Putin] fala de forma respeitosa, promete coisas… e no dia seguinte tem gente morrendo atingida por mísseis.”
Segundo Trump, os Estados Unidos não aceitarão mais meias-palavras. Agora, ou Putin mostra ação concreta rumo à paz, ou sofrerá as consequências — e não apenas diplomáticas.