Trump tenta apagar incêndio entre seus apoiadores: “O caso Epstein é sórdido, mas já deu”

Trump tenta apagar incêndio entre seus apoiadores: “O caso Epstein é sórdido, mas já deu”

Presidente sai em defesa de procuradora-geral e pede que base Maga pare de insistir em conspirações envolvendo Epstein, após recuo na divulgação de documentos.

Durante anos, Donald Trump surfou nas ondas das teorias da conspiração para alimentar o movimento Maga e atingir adversários políticos. Mas agora, em uma reviravolta curiosa, o próprio presidente americano tenta conter o fogo que ajudou a acender — e o nome da vez é Jeffrey Epstein.

O caso do milionário condenado por tráfico sexual voltou com força aos holofotes depois que o governo Trump desistiu de liberar documentos prometidos, que supostamente revelariam nomes importantes ligados a Epstein. A decisão revoltou parte da base trumpista, que esperava uma bomba — e recebeu um balde de água fria.

Diante da revolta, Trump mudou o tom e tenta, nos bastidores, convencer influenciadores conservadores a mudarem de assunto. Segundo fontes da Casa Branca, até decretos sobre pedofilia estão sendo cogitados como forma de acalmar os ânimos. A equipe presidencial também avalia liberar outros documentos ou até nomear um promotor especial.

A tensão escancarou fissuras na base de apoio de Trump, já incomodada com os ataques ao Irã, a permanência na guerra da Ucrânia e o que veem como uma suavização no discurso antimigração. Mesmo assim, o núcleo duro do trumpismo segue fiel.

Trump, que já teve contato social com Epstein nos anos 1990 e foi citado no julgamento de Ghislaine Maxwell, nega qualquer envolvimento e nunca foi acusado de crime. Mas o passado está no retrovisor — e agora exige habilidade para manter a base unida.

Em entrevista recente, Trump saiu em defesa da procuradora-geral Pam Bondi, alvo de críticas por ter insinuado a existência de uma “lista bombástica” que nunca apareceu. “Não entendo por que esse assunto continua voltando. É sórdido, mas também cansativo”, declarou o presidente.

Fontes ligadas à Casa Branca admitem que houve erros na comunicação com a base e culpam Bondi por ter criado expectativas irreais. Enquanto isso, a ala mais radical da direita continua inconformada com o memorando do Departamento de Justiça, que negou haver qualquer “lista incriminadora” ou indício de que Epstein tenha chantageado figurões.

A Casa Branca trabalha para conter a crise. Mas a tarefa de apagar incêndios que ele mesmo ajudou a acender talvez seja uma das mais difíceis da carreira política de Trump.

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