Turismo seletivo: Lula ignora capitais do Sul e deixa visitas para depois das eleições

Turismo seletivo: Lula ignora capitais do Sul e deixa visitas para depois das eleições

Presidente passa pelos estados, mas evita capitais — talvez reservadas para a temporada eleitoral

Enquanto o calendário avança e as eleições se aproximam no horizonte, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva segue praticando uma curiosa modalidade de agenda oficial: visita os estados, mas passa longe das capitais. Em 2025, Lula simplesmente não colocou os pés em nenhuma das três capitais da Região Sul — Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre — segundo levantamento do R7 Planalto.

Isso não significa que o presidente tenha ignorado completamente a região. No Paraná, por exemplo, Lula esteve em Ortigueira, para tratar de assentamentos rurais, e em Foz do Iguaçu, onde participou da inauguração da ponte entre Brasil e Paraguai e da cúpula do Mercosul. Capital mesmo, só de longe.

Em Santa Catarina, o roteiro incluiu Itajaí, com anúncio da retomada das operações do porto. Já no Rio Grande do Sul, a visita foi a Rio Grande, onde assinou contrato para a construção de quatro navios. Porto Alegre? Ficou para outra ocasião — talvez mais estratégica.

O Sul, porém, não está sozinho nessa lista de ausências. Ao todo, Lula deixou de visitar 14 capitais ao longo do ano, espalhadas por todas as regiões do país. Além das três do Sul, ficaram fora do roteiro cidades como Palmas, Vitória, São Luís, João Pessoa, Natal, Cuiabá, Campo Grande, Maceió, Teresina, Boa Vista e Aracaju.

No Nordeste, região historicamente mais simpática ao petista, a presença também foi seletiva. Lula apareceu apenas em Salvador, Recife e Fortaleza, deixando de lado outras capitais importantes.

O padrão chama atenção: agendas em cidades estratégicas, anúncios pontuais e capitais ignoradas. Para críticos, o roteiro parece menos institucional e mais calculado, como se algumas visitas estivessem sendo guardadas a sete chaves — possivelmente para quando o clima eleitoral pedir mais selfies, palanques e discursos afinados.

Por enquanto, o presidente segue viajando pelo Brasil real, mas longe dos centros políticos regionais. As capitais, ao que tudo indica, podem ficar para a alta temporada da política: o ano da eleição.

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