
Turista argentina é investigada por racismo em bar de Ipanema
Acusada de ofender funcionário, mulher está impedida de deixar o Brasil e usa tornozeleira eletrônica
Uma turista argentina está sendo investigada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro por um caso de racismo ocorrido em um bar de Ipanema, na zona sul da capital fluminense. Agostina Paez, advogada, foi detida após discutir com um funcionário do estabelecimento e fazer gestos e sons imitando um macaco, direcionados diretamente ao barman.
O episódio aconteceu durante um desentendimento sobre o valor da conta. Imagens gravadas no local mostram a turista realizando os gestos ofensivos, o que contradiz a versão apresentada por ela. Em depoimento, Agostina alegou que tudo não passou de uma “brincadeira” entre amigas, mas a gravação indica que as ofensas foram claramente voltadas ao trabalhador.
O caso foi registrado na 11ª Delegacia de Polícia, onde o inquérito segue em andamento. Como medida cautelar, a Justiça determinou que a investigada não pode deixar o país e deve permanecer sob monitoramento com tornozeleira eletrônica até a conclusão das investigações.
A Polícia Civil trata o episódio como injúria racial, crime previsto em lei, e reforçou que atitudes discriminatórias não serão toleradas, independentemente da nacionalidade do autor. O caso gerou repercussão e reacendeu o debate sobre racismo e o respeito às leis brasileiras por turistas estrangeiros.