
Última despedida: Belo Horizonte se despede de Henrique Maderite
Influenciador, conhecido pelo carisma e pelo bordão das sextas-feiras, morreu de forma repentina aos 50 anos
Belo Horizonte viveu um domingo de silêncio e comoção na despedida de Henrique Maderite. O corpo do influenciador foi sepultado no Cemitério Bosque da Esperança, em uma cerimônia marcada pela dor da perda e pela presença de familiares, amigos e admiradores que foram dizer adeus a alguém que espalhava leveza nas redes sociais.
O velório aconteceu entre o meio-dia e as quatro da tarde. Em um primeiro momento, a despedida foi restrita a pessoas próximas. Depois, o espaço foi aberto ao público, reunindo fãs que acompanharam de perto a trajetória de Henrique e que se sentiram parte da sua rotina simples, bem-humorada e cheia de afeto.
Entre os presentes estavam o prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião, e o presidente do Atlético Mineiro, Sérgio Coelho, além de diversas figuras públicas que prestaram solidariedade à família.
Henrique Maderite morreu na sexta-feira (6), aos 50 anos. Ele foi encontrado sem vida em seu haras, no distrito de Amarantina, em Ouro Preto, onde costumava passar parte do tempo cuidando dos cavalos, uma de suas grandes paixões. De acordo com a Polícia Militar, a perícia apontou que a morte ocorreu por causas naturais.
Um amigo que estava com ele contou que, durante a tarde, Henrique disse não estar se sentindo bem e decidiu voltar para casa. Minutos depois, foi encontrado caído ao lado da cama. Tentativas de reanimação feitas por pessoas próximas, por um enfermeiro da região e pela equipe do Samu não tiveram sucesso.
A família informou, em comunicado, que Henrique sofreu um infarto fulminante. A Polícia Civil aguarda a conclusão dos laudos periciais para a confirmação oficial da causa da morte.
Nas redes sociais, a família falou sobre a dor da perda, mas também sobre o legado deixado por Henrique. Destacou o amor dele pela família, pelos amigos, a gratidão constante e a capacidade de enxergar alegria nas coisas simples da vida. Pediu orações e agradeceu o carinho recebido de fãs de todo o país.
Com mais de dois milhões de seguidores, Henrique ficou nacionalmente conhecido pelo bordão repetido toda sexta-feira: “sexta-feira, papai”. Pai, avô e comunicador espontâneo, ele conquistou o público mostrando sua rotina, viagens, momentos em casa e o amor pelos cavalos — sempre com humor leve e sorriso fácil.
A morte repentina gerou uma onda de homenagens de autoridades, artistas, clubes de futebol e milhares de seguidores. Fica o vazio, mas também a lembrança de alguém que transformou pequenos momentos em alegria compartilhada — e que ensinava, sem discurso, que o agora importa.