Um governo que abandona mulheres: Lula promete bilhões, mas entrega migalhas

Um governo que abandona mulheres: Lula promete bilhões, mas entrega migalhas

Plano contra feminicídio recebeu R$ 1,4 bilhão — e Lula só usou 15%. Enquanto os discursos inflamam, mulheres seguem morrendo sem proteção.

Enquanto o feminicídio explode no país, o governo Lula consegue a proeza de usar menos de 15% do dinheiro reservado para combater exatamente esse tipo de crime. É o que mostra um levantamento técnico da Consultoria de Orçamento do Senado, solicitado pela senadora Mara Gabrilli (PSD-SP). Na prática, o governo anuncia bilhões, mas entrega quase nada — e quem paga essa conta são as mulheres, abandonadas à própria sorte.

O Plano Nacional de Prevenção aos Feminicídios foi lançado em março de 2024 com pompa e promessas grandiosas: seriam R$ 2,5 bilhões e 73 ações articuladas entre ministérios, indo da educação à produção de dados. No papel, parecia um compromisso sério. Na vida real, virou mais um monumento à incompetência administrativa.

Entre 2024 e 2025, o plano teve R$ 1,4 bilhão à disposição. Mas só R$ 206,9 milhões foram realmente usados. Isso dá 14,7%. Em outras palavras: Lula anuncia bilhões para a imprensa, mas entrega centavos para combater a violência contra mulheres.

E isso enquanto o Brasil bate recorde de feminicídios: 1.492 mulheres assassinadas em 2024 — quatro por dia. No Distrito Federal, o número de casos já superou o do ano passado.

“Não é falta de lei, é falta de prioridade”, disse a senadora Gabrilli. E é exatamente isso: prioridade nunca foi o forte desse governo, que prefere cerimônias e discursos à execução concreta.

O relatório ainda mostra que em 2024 apenas 28% do orçamento previsto realmente saiu do papel. E em 2025, até junho, o número é ainda mais vergonhoso: 5,3%. O governo sempre encontra justificativas técnicas quando é cobrado — desta vez dizendo que muitos gastos foram apenas “empenhados”, mas não pagos. Uma explicação burocrática para tentar dourar uma realidade dura: as ações não chegam até quem mais precisa delas.

O Ministério da Justiça respondeu que o relatório pode passar “uma percepção incompleta” da execução do plano. Mas números são números — e não há contabilidade que esconda a lentidão, o improviso e a falta de compromisso real.

Enquanto isso, medidas protetivas seguem demorando, equipamentos não saem do papel, políticas ficam estagnadas e cada nova morte se soma à estatística que o governo diz combater, mas não enfrenta.

O governo Lula deveria ser cobrado por essa omissão com a mesma força com que tenta vender sua narrativa de “defesa das mulheres”. Porque não há discurso que resista à realidade: a violência aumenta, e o governo não entrega o que promete.

E quando o tema é feminicídio, subexecutar recursos não é só descaso — é negligência que mata.

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