
União Brasil aperta o cerco e Celso Sabino fica na corda bamba no governo
Partido dá ultimato de 24 horas para desembarque, mas ministro do Turismo tenta resistir e aposta em conversa direta com Lula
O clima esquentou entre o Palácio do Planalto e o União Brasil. O ministro do Turismo, Celso Sabino (PA), e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversaram por telefone sobre o ultimato do partido, que determinou a saída imediata de seus filiados dos cargos no governo. Pressionado, Sabino deve se reunir com Lula nesta sexta-feira (19) no Alvorada para decidir oficialmente se entrega ou não o posto.
Mesmo sob pressão, o ministro evita anunciar a saída e sonha em permanecer no cargo. Nos últimos meses, vinha se dedicando à organização da COP 30 em Belém e tenta convencer Lula de que ainda pode ser útil. O petista, por sua vez, já sinalizou apoio a uma possível candidatura de Sabino ao Senado em 2026, numa articulação com Helder Barbalho (MDB-PA).
O impasse mostra como o desembarque do União Brasil, partido que controla três ministérios e conta com mais de 50 deputados, pode mexer na base governista. Enquanto Sabino se vê encurralado entre a sigla e o Planalto, outros ministros da legenda — apadrinhados por Davi Alcolumbre — permanecem blindados e não serão atingidos pelo rompimento.