“Vai pedir bênção pro Trump lá nos EUA!” — Lula ironiza Bolsonaro e dispara contra tutela estrangeira

“Vai pedir bênção pro Trump lá nos EUA!” — Lula ironiza Bolsonaro e dispara contra tutela estrangeira

Durante congresso estudantil, presidente debocha da submissão bolsonarista aos EUA, alfineta Trump e diz que a bandeira brasileira vai voltar para as mãos do povo

No palco do 60º Congresso da UNE, em Goiânia, o presidente Lula (PT) não perdeu a oportunidade de transformar um evento estudantil em uma verdadeira catapulta de ironias — com destino certo: Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e o sempre presente Donald Trump. E com a plateia jovem a seu favor, Lula fez o que sabe fazer bem: cutucou onde dói e ainda arrancou aplausos.

Logo de cara, o presidente não poupou críticas à interferência estrangeira nos assuntos brasileiros. Com um tom firme e uma pitada de sarcasmo, disparou:
“Se o Trump morasse no Brasil e fizesse o que fez no Capitólio, estaria na fila da Papuda com o resto.”

A cutucada veio no contexto da ameaça americana de taxar produtos brasileiros, caso Bolsonaro não fosse solto — uma narrativa que, segundo Lula, beira o delírio.
“Não aceitamos recado de gringo. Aqui quem decide somos nós, brasileiros. Se quiserem dar palpite, que peguem uma senha.”

Mas Lula guardava o melhor para depois. Sem mencionar diretamente Eduardo Bolsonaro, fez alusão ao “turismo político” do deputado nos EUA:
“Agora mandam o filhinho pra lá: ‘vai lá, pede pro Trump me absolver’. Um patriota de araque que se enrola na bandeira americana e quer dar lição de brasilidade por aqui.”

A plateia reagiu com risadas e aplausos, especialmente quando o presidente puxou a veia nacionalista.
“Nós vamos retomar a bandeira verde e amarela. Chega dessa palhaçada de sequestrarem nossos símbolos. O Bolsonaro pode se abraçar com a bandeira dos EUA e transferir o título pra lá, porque aqui, quem manda, é o povo brasileiro.”

Entre as ironias, Lula também reafirmou que os julgamentos pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 não são decisão dele, mas da Justiça:
“Não tem ninguém preso à toa. Tentaram dar um golpe. Falaram até em me matar, matar o Alexandre de Moraes, e meu vice. Queriam democracia desde que fosse eles no poder.”

Com o discurso recheado de farpas, ironias e recados bem calculados, Lula deixou claro que não vai poupar o bolsonarismo em sua cruzada por “desinfetar” o país do legado autoritário. E se depender dele, nem a bandeira vai escapar da faxina simbólica.

O recado está dado: se Bolsonaro quiser continuar rezando pela cartilha de Trump, que faça isso de lá. Porque aqui, segundo Lula, “o Brasil voltou — e voltou com dono.”

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