
Violência sem limite: jornalista Maria Prata é assaltada à mão armada ao lado da filha em São Paulo
Crime em plena luz do dia escancara a insegurança nas ruas e o trauma imposto até a quem só estava indo para casa
A jornalista e consultora de conteúdo Maria Prata, esposa do apresentador Pedro Bial, viveu momentos de terror na manhã desta quinta-feira (22), ao ser vítima de um assalto na Lapa, Zona Oeste de São Paulo. O crime aconteceu por volta das 11h50, na Rua Álvaro Martins, enquanto ela caminhava com a filha Dora, de apenas seis anos.
O assaltante, um motociclista armado e disfarçado de entregador de aplicativo, abordou mãe e filha e anunciou o roubo. Sem dar chances de reação, exigiu o celular e objetos pessoais. Levou o aparelho desbloqueado, com todos os dados expostos — um detalhe que amplia ainda mais o dano causado pelo crime.
Não se tratava de descuido, imprudência ou “lugar errado”. Maria havia acabado de estacionar o carro em uma rua residencial tranquila e caminhava poucos metros até a casa de amigos. Ainda assim, foi violentamente confrontada, provando que, hoje, ninguém está realmente seguro.
O episódio foi registrado por câmeras de segurança e compartilhado pela própria jornalista nas redes sociais. Em um relato comovente, ela descreveu o pânico vivido ao tentar proteger a filha, o medo estampado nos gestos do criminoso e o impacto emocional que permaneceu horas depois do ocorrido.
“Foi uma cena comum demais para um país adoecido pela violência: uma moto, uma mochila de entregas, uma arma e o medo absoluto”, escreveu. Maria relatou que a filha sequer entendeu o que estava acontecendo naquele momento — algo que só tornou o trauma ainda mais cruel.
A Secretaria da Segurança Pública informou que o caso está sendo investigado pela Polícia Civil e que o policiamento foi reforçado na região. Até o momento, o autor do crime não foi identificado.
O caso provoca indignação e repúdio. Não apenas pelo roubo, mas pela banalização da violência urbana, que invade a rotina, traumatiza crianças e transforma simples deslocamentos em situações de risco. Não é aceitável que o medo dite as regras da vida cotidiana, nem que criminosos sigam agindo com tamanha ousadia e impunidade.
O episódio vivido por Maria Prata não é exceção — é o retrato de uma realidade que se repete diariamente e que exige respostas urgentes do poder público. Segurança não pode ser privilégio. É direito básico.
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