Zambelli: Relator quer ouvir deputada presa na Itália antes de decidir sobre cassação

Zambelli: Relator quer ouvir deputada presa na Itália antes de decidir sobre cassação

Diego Garcia, responsável pelo processo na CCJ, planeja ouvir testemunhas e a própria parlamentar, mesmo por videoconferência, antes de apresentar seu voto.

O deputado federal Diego Garcia (Republicanos-PR), relator do processo que pode levar à cassação do mandato da deputada licenciada Carla Zambelli (PL-SP) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), pretende abrir espaço para ouvir não só as testemunhas indicadas pela defesa, mas também a própria parlamentar — mesmo que o depoimento ocorra à distância, já que ela segue detida na Itália.

Garcia informou que se reunirá nesta terça-feira (5) com o presidente da CCJ, Paulo Azi (União-BA), para definir a lista final de nomes a serem ouvidos. A expectativa é que Zambelli seja a última a prestar depoimento, fechando a fase de oitivas antes que o relator apresente seu voto.

A defesa da deputada solicitou a oitiva de seis testemunhas, entre elas o hacker Walter Delgatti — condenado no mesmo processo —, o general Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa, e integrantes da Polícia Federal que atuaram na investigação sobre a invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A defesa também quer uma acareação entre Zambelli e Delgatti, para que ambos exponham suas versões sobre o caso.

Zambelli está presa desde 29 de julho no presídio feminino Germana Stefanini, em Rebibbia, Roma. Na semana passada, a Justiça italiana manteve sua detenção durante audiência de custódia. Uma nova audiência está marcada para 13 de agosto, e o advogado Fabio Pagnozzi acredita que o ministro da Justiça italiano poderá negar a extradição.

Licenciada do mandato desde 5 de julho, Zambelli viajou à Itália em junho. Ela afirma ter se apresentado voluntariamente às autoridades e declarou que não pretende retornar ao Brasil, mas está disposta a cumprir pena no país europeu. Condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a dez anos de prisão e ao pagamento de R$ 2 milhões, ela também perdeu o mandato parlamentar.

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